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A prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) vai pleitear junto ao governo do Estado a ascensão de Sorocaba ao terceiro nível do Plano São Paulo, anunciado nesta quarta-feira (27) pelo governador João Dória. Sorocaba, pelo termômetro estadual de flexibilização das atividades econômicas em São Paulo, encontra-se na Zona 2 de uma escala de 5 fases.

Neste patamar, a cidade pode considerar liberado, com restrições, a partir de 1 de junho, o funcionamento de empresas de atividades imobiliárias; concessionárias, escritórios, comércio de rua e shoppings centers. Em todos os casos, o atendimento ao público será limitado a 20% da capacidade efetiva de cada empresa.

Alçando à Zona 3 do Plano São Paulo, Sorocaba teria liberados, também, bares, restaurantes e similares, além de salões de beleza, com o aumento do percentual de atendimento para 40%. “Vou oficiar ao governo estadual, apontando a realidade da cidade sobre seu atendimento à saúde e as diferenças que nos separam de outras cidades da região que integram o Conselho Municipalista”, disse Jaqueline ao explicar que Sorocaba foi nivelada em relação a outros municípios no que diz respeito às ações e medidas para combater a pandemia, assim como dos resultados dessas ações. “Vivemos uma outra situação do ponto de vista daquilo que está sendo feito tanto no campo médico, quanto das consequências econômicas”, enfatizou.

Em coletiva de imprensa após o anúncio feito pelo estado, Jaqueline reforçou que Sorocaba se  planejou para o combate à pandemia do novo coronavírus, usando das ferramentas possíveis e dentro dos devidos prazos. Ela citou os leitos Covid de enfermaria e UTI do município da Hospital Santa Casa (20 UTI e 30 enfermaria); GPACI (5 enfermaria e 1 UTI); UPH Zona Leste (40 enfermaria) e Hospital de Campanha (20 enfermaria e 2 estabilização) e  o fato de a cidade registrar 828 casos confirmados da doença, com 41 mortes e 756 pessoas em recuperação, ou recuperadas, em quase 70 dias desde a decretação de calamidade pública. Para além, a prefeita ressaltou as medidas de isolamento social e de uso de máscaras como fatores preponderantes para um quadro controlável e previsível que permitem uma mudança do cenário epidemiológico e social de Sorocaba. “É preciso considerar que somos uma cidade de quase 700 mil habitantes. Hoje estamos atrás apenas de São José dos Campos em termos de estatísticas da doença”, acentuou ressaltando que Sorocaba está à frente de municípios como Campinas ou Santos, onde as taxas de contaminação e mortalidade são bem maiores.

Segundo a prefeita, a Secretaria da Saúde de Sorocaba deve entregar um levantamento nesta quinta-feira (28) reforçando os resultados do trabalho até agora desenvolvidos; o que será remetido ao governo paulista como forma de patentear o pleito pelo avanço no nível de zoneamento do Plano São Paulo. “Fizemos muito bem nossa lição de casa. Não adequamos leitos. Nós criamos leitos que estão sendo pagos com fonte própria. Estamos com zonas de risco controladas, contratualizamos mais leitos, vamos fazer testes visando conhecer mais efetivamente os casos. Não estamos trabalhando com achismo, mas com critérios técnicos que nos permitem reivindicar o avanço para a Zona 3. Eu acredito que já estamos nela”, determinou.

Além desses aspectos, Jaqueline Coutinho mostrou preocupada com a situação financeira e econômica do município. Conforme disse, Sorocaba já perdeu 33,66% na arrecadação de ICMS; ISS, ITBI e IPVA. Em números, os cofres públicos deixaram de recolher mais de R$ 42 milhões em abril e maio deverá fechar com um déficit de mais de R$ 50 milhões. Caso não retome o ciclo econômico e produtivo, a prefeita teme um colapso que poderá afetar, determinantemente, também o setor da saúde pública. “Temos que pensar na saúde, na garantia de vida dos sorocabanos, mas não podemos desprezar a estabilidade econômica como fator preponderante de sobrevivência do município, do estado e do país”, enfatizou.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias