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Diante das constantes denúncias de moradores, comerciantes e frequentadores do bairro Vila Rica e adjacências, relativas ao Centro POP, o vereador Engenheiro Martinez (PSDB) – que já havia participado de reuniões com secretários municipais, a prefeita e pessoas da comunidade – foi até o local verificar a situação.

Martinez convidou a vereadora Iara Bernardi (PT) para juntos vistoriarem os terrenos e ruas que ficam próximos ao prédio do SOS, Serviço de Obras Sociais, que mantém convênio com a Prefeitura para o funcionamento do Centro POP – um programa do governo federal para dar assistência a moradores de rua das cidades.

Os parlamentares verificaram a existência de colchões, roupas e objetos espalhados pelas ruas próximas a entidade e ouviram relatos dos comerciantes da rua Dr. Luiz Mendes de Almeida, de que durante do dia acontecem brigas, furtos e atos de vandalismo promovidos pelos atendidos no Centro POP.

Um dono de loja afirmou que cerca de 30 pessoas dormem todas as noites em frente ao seu estabelecimento e que jogam comida, embalagens de marmitas, de refrigerante e de drogas no bueiro que existe em frente. “Temos que providenciar a limpeza diária da calçada e do bueiro para que não entupa com tanta sujeira”.

Já o proprietário do mercado relatou brigas no estacionamento, com pedras lançadas em meio aos clientes, danos a veículos, além de furtos diários e situações de constrangimento. “Desde que o Centro POP veio para o bairro não temos mais sossego e não está resolvendo o problema; a cada dia chegam mais moradores de rua para ficar circulando, usando drogas e furtando”, reclamou.

Ainda de acordo com os comerciantes, pessoas de várias entidades vão ao bairro constantemente para doar comida, colchões, cobertores aos moradores de rua. “Esse assistencialismo não ajuda e ainda contribui para tornar a vida deles mais confortável nas ruas”, observou.

Martinez, que já estava convencido de que o serviço pelo qual o Município está pagando não está sendo eficaz para reencaminhar os moradores de rua à uma vida digna, afirmou que rá continuar a negociar uma solução com a Prefeitura, sem que comunidade alguma seja prejudicada, como a da região da Ceagesp.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba