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O projeto de lei do Legislativo sorocabano que trata da proibição do remanejamento de servidores públicos municipais que denunciarem corrupção foi encaminhado ao Poder Executivo, para ser analisado pela prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho (PDT). O texto havia retornado à pauta da Câmara Municipal após vinte dias.

Antes, houve a intenção de derrubar o parecer de inconstitucionalidade, sugerida pelo autor, o vereador Anselmo Neto (PSDB). Entretanto, com o encaminhamento à Prefeitura, o autor deverá pedir o arquivamento da iniciativa, caso a prefeita encampe a ideia.

Durante as discussões, Neto afirmou que a situação atual prejudica a cidade. Ele citou uma servidora que teria sido removida para o arquivo municipal como punição após falar “o que não deveria”. Ela teria 26 anos de serviço público e a situação perdurou até sua aposentadoria. O fato teria ocorrido durante o governo do prefeito cassado José Crespo (DEM).

A polêmica da sessão, no entanto, girou em torno do projeto de lei do vereador Rodrigo Manga (DEM) que cria o projeto Recrutinha Mirim em Sorocaba. O projeto sofreu várias protelações, promovidas, em especial, pela vereadora Iara Bernardi (PT).

No final, o texto foi aprovado com quatro votos contrários dos vereadores Fernanda Garcia (Psol), Cintia de Almeida (MDB), Francisco França (PT) e da própria Iara Bernardi.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul Sorocaba