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O vereador Luis Santos (Pros) é alvo de representação na Comissão de Ética da Câmara de Sorocaba. Ele teria deixado uma audiência pública sob o comando de pessoa que não pertence aos quadros do Legislativo sorocabano.

A representação foi feita na terça-feira (24), porém, a apresentação ocorreu durante a sessão ordinária desta quinta-feira (26). Oito vereadores assinam o documento.

Conforme a representação protocolada, o fato teria ocorrido na segunda-feira (23), quando foi realizada uma a audiência público intitulada “Escola sem partido”. O documento afirma que o parlamentar se ausentou do compromisso, deixando o deputado Douglas Garcia (PSL), um dos convidados, tocar os trabalhos.

Conforme o presidente da Comissão de Ética, vereador Anselmo Neto (PSDB), até hoje o fato não teria ocorrido na Casa. “Se fosse comigo, eu encerraria a audiência pública”, opina. Ainda conforme Neto, haverá uma reunião, ainda sem data, para que seja escolhido um relator para os trabalhos.

Neto também afirmou que há um peso maior na denúncia, uma vez que ela está encabeçada por sete partidos, dos 11 que compõe a comissão. Ele também cogitou a possibilidade de mudança no Regimento Interno para evitar que a situação se repita.

Luís Santos alega que passou mal

Luís Santos alegou que passou mal e não viu problemas em deixar um deputado estadual comandando os trabalhos. O parlamentar ainda se disse perseguido. “Mais uma tentativa da esquerda de criar um fato que me desqualifica, me desmoraliza”, afirma. “Inventaram essa história que nem no regimento está”, acrescenta. O vereador disse também que passou mal e que isso não constou na representação dos colegas.

Assinaram o documento entregue à Comissão de Ética os vereadores Iara Bernardi (PT), Fernanda Garcia (Psol), Irineu de Toledo (PRB), Francisco França (PT), Wanderley Diogo (PRP), Fernando Dini (MDB), Engenheiro Martinez (PSDB) e Renan Santos (PCdoB).

As punições do código de ética da Câmara prevêem quatro situações. , sendo advertência por escrito, suspensão por quinze dias, suspensão por 30 dias, sem salários, e, por fim, e em casos mais graves, a abertura de um processo de cassação.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul