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Nesta quarta-feira (18), quando é celebrado o Dia Mundial do Bambu, a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema) realizou o plantio de uma muda de Bambusa ventricosa, mais conhecido como bambu-barriga-de-buda, no Jardim Botânico “Irmãos Villas-Bôas”.

A data mundial visa promover a sensibilização das pessoas da importância do bambu como uma matéria-prima sustentável. O bambu pertence à família das Gramineae e apresenta mais de mil espécies espalhadas pelo mundo.

De acordo com o biólogo Cristians Edgar Guimarães Leite, a muda plantada tem mais de dois metros de altura e fazia parte da coleção viva de exemplares de bambus do Jardim Botânico, localizado numa área pública do bairro Quintais do Imperador.

Bambusa ventricosa é uma espécie exótica, rara e de extrema beleza. O nome bambu-barriga-de-buda é porque forma “barrigas” nos entrenós.

O Jardim Botânico está localizado na rua Miguel Montoro Lozano, 340, no Jardim Dois Corações, e funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3235.1130.

Bambu como matéria-prima

Há milênios, o bambu é conhecido e utilizado no Oriente para as mais diversas funções: alimento, estruturas de casas, paredes, telhas, portas e janelas, mobiliário, utensílios de cozinha, objetos de decoração, cercas, pontes, irrigação, drenos, embarcações, contenção de encostas, entre outras.

Na América, sítios arqueológicos mostram que o bambu é usado há cerca de 5 mil anos. Em países como Equador, Colômbia e Costa Rica, onde a pesquisa e a utilização do bambu já estão bastante avançadas, essa planta é empregada na construção de pontes, paradas de ônibus, praças de pedágio e em programas governamentais de habitações de interesse social adaptada as mudanças climáticas.

No Brasil, embora existam mais de 250 espécies nativas, muitas delas endêmicas, e mais de 100 espécies exóticas introduzidas, as atividades econômicas relacionadas ao bambu são ainda muito restritas. Esse cenário deve-se a pouca tradição no emprego do bambu como matéria-prima e, também, às lacunas de conhecimento e tecnologias locais que permitam usar tanto as espécies de clima temperado, quanto as espécies tropicais nativas com grande potencial comercial.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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