Tags

,

O prefeito de Sorocaba (SP), José Crespo (DEM), recusou o acordo proposto pelo Ministério Público para não ser processado no caso do falso diploma de Tatiane Polis.

Crespo chegou ao Fórum para a audiência com a juíza Daniela Querubim acompanhado do advogado Márcio Leme.

Durante a reunião, a juíza apresentou a proposta do MP que previa o pagamento de uma multa de cerca de R$ 50 mil para que o prefeito não fosse processado, mas ele recusou.

“Hoje foi na verdade uma audiência preliminar, pré-processual, não existe ainda processo contra José Crespo, o que existe é uma proposta do MP nos autos de uma investigação para que ele não fosse processado ou para que não chegasse a essa fase processual. Houve uma oportunidade, como para todos que são acusados de crimes de menor potencial ofensivo, de fazer uma transação, mas o prefeito não aceitou por conta de estar muito tranquilo sobre a sua inocência acerca dos fatos”, explica o advogado.

Por ser prefeito, Crespo tem foro privilegiado e, por isso, o resultado da audiência retorna ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

O prefeito é investigado pelo crime de contratação irregular de servidor, ou seja, por ter contratado Tatiane sem que ela atendesse aos requisitos necessários. O caso ficou conhecido como do “falso diploma” e chegou a causar a cassação do mandato dele pela Câmara de Vereadores.

‘Marido de aluguel’

Pela manhã, Crespo já havia comparecido ao Fórum para prestar depoimento no processo criminal que investiga a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB), acusada de ter usado um ex-funcionário do Saae para serviços particulares. O caso ficou conhecido como “marido de aluguel”.

A audiência demorou meia hora. José Crespo foi questionado sobre como ficou sabendo e como agiu diante das supostas irregularidades. As respostas dele serão analisadas pelo promotor de Justiça, responsável pela investigação.

Crespo foi ouvido neste caso como testemunha. Ao todo, 13 pessoas foram arroladas pelo Ministério Público para serem ouvidas pelo juiz Jayme Walmer de Freitas. A próxima audiência está marcada para o dia 25 de junho.

A vice-prefeita, o diretor do Saae, Ronald Pereira, e o ex-funcionário Fábio Antunes Ferreira são acusados pelo MP de falsidade ideológica. Jaqueline também é acusada pelo crime de responsabilidade de prefeito, uma vez que, de acordo com o MP, o crime foi registrado durante os dias em que Jaqueline esteve à frente da prefeitura.

Fonte: Jornal G1 Sorocaba