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Por meio do Programa Jovem Aprendiz, realizado pela Guarda Mirim de Sorocaba, há atualmente mais de 500 adolescentes e jovens, entre 14 e 23 anos, atuando em empresas e buscando uma efetivação.

Segundo Shirley Santos, administradora da entidade, a lista de espera de interessados é de 17 mil inscritos na cidade. “A fila é grande, mas também muito rápida, pois fazemos vários encaminhamentos por dia e a nossa taxa de efetivação fica na casa dos 70%”, informou.

Shirley conta que a entidade oferece capacitação para as áreas de administração, logística, produção e comércio e varejo. Ela explica que as empresas podem manter o contrato com o jovem por até 24 meses e que uma vez por semana a carga horária, de cinco horas diárias, é cumprida na entidade, com curso. “Quatro dias ele fica na empresa desempenhando suas funções e um dia vem até aqui para a aula teórica”, conta a administradora. O número de jovens atuando nas empresas através do programa deve respeitar a cota de 5% a 15% do total de funcionários.

Além do Programa Jovem Aprendiz, a entidade também tem parceria e administra a Oficina de Integração Céu Azul e a creche da Associação Crianças de Belém. Shirley conta que as crianças assistidas nas duas Organizações Não Governamentais (ONGs), ao completarem 14 anos, têm prioridade no encaminhamento para o mercado de trabalho.

Oportunidade

Disciplina e responsabilidade são princípios trabalhados com os jovens que participam do projeto e aqueles que se dedicam e apresentam bom desempenho garantem uma carreira de sucesso. A jovem Karol da Silva Carvalho, 21, começou como aprendiz aos 15 anos em uma grande indústria de Sorocaba, cumpriu o contrato de dois anos pelo programa e depois foi efetivada. “Como aprendiz fiquei bastante tempo no setor de Recursos Humanos, mas depois fui contratada para outra função e mesmo antes de completar 18 anos eles conseguiram uma vaga para me manter na empresa”, recorda.

Como aprendiz ela recorda que era a única pessoa com carteira assinada em casa, com quem vive com a mãe e a irmã. Shirley explica que o salário do menor aprendiz é a partir do mínimo por hora, que hoje está em R$ 4,54. “Lógico que se a empresa quiser pagar mais ao jovem, ela pode.” No caso de Karol, o valor era o mínimo e quando veio a efetivação, seu salário triplicou, mas ela seguiu gastando somente o que recebia antes e guardando uma grande quantia. “Consegui comprar um terreno, meu carro, e também fiz vários cursos na área de terapias corporais e agora abri também minha clínica”, conta.

Por ser um exemplo de bons resultados do programa, Karol também dá aulas aos jovens que começam a frequentar a entidade e dá dicas de como conseguir se destacar no mercado de trabalho. “Muita gente trata o menor aprendiz como uma pessoa que sabe menos, que está lá para fazer tudo e dependendo como isso é falado ao adolescente, acaba gerando muita insegurança neles.” Nas aulas, Karol estimula a comunicação dos participantes e também os orienta a participar de todas as atividades possíveis realizadas na empresa.

O Programa Jovem Aprendiz foi a oportunidade encontrada por Giovanni Lopes, 21, para entrar no mercado de trabalho formal. Durante quatro dias da semana ele cumpre atividades de administração e atendimento ao público em uma empresa de transportes e uma vez por semana participa do curso. “A parte teórica é muito importante pela orientação que a gente recebe, de como se comportar e eu busco dar o meu melhor e agarrar essa oportunidade”, conclui.

Para participar do Programa Jovem Aprendiz basta fazer o cadastro no site www.guardamirimsorocaba.org.br e também anexar um currículo.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul