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A Secretaria da Educação (Sedu), por meio da Equipe Multidisciplinar do Centro de Referência em Educação (CRE), realizou nesta quinta-feira (23), uma formação sobre autismo com professores, estagiárias e equipe gestora da CEI-30 “Maria Pedroso Belloti”, no Jardim São Paulo.

A reunião ocorreu dentro do horário de trabalho pedagógico (HTP) da unidade escolar e foi conduzida pelo psicólogo Antonio Soares e pela assistente social Sandra de Pádua. Tal ação visou ampliar o conhecimento dos servidores sobre o tema, de modo a auxiliá-los em suas atividades com os alunos.

Características do autismo

Durante as explanações, foi-se conceituado o que é o autismo e quais são os seus reflexos dentro do ambiente escolar. Antonio explicou que a criança com esse transtorno tem dificuldades na sua comunicação, sejam elas ligadas às expressões faciais, linguagem verbal ausente ou repetitiva, ritmo e modulação da fala, além de linguagem corporal estereotipada.

O autista também possui dificuldades de socialização e no uso da imaginação, sendo que nesta última categoria estão presentes traços de rigidez no pensamento, linguagem e comportamento; compreensão literal da linguagem, não aceitação de mudanças, exploração peculiar de objetos e brinquedos.

Recomendações para o dia-a-dia

Fazendo interlocução com os professores, Antonio disse que, quando os mesmos identificarem algum comportamento ou reação diferente das crianças autistas, esses devem conversar com os pais visando entender os fatores que levaram àquela situação, firmando assim uma relação de parceria entre família e escola.

Outra orientação dada por Antonio e Sandra foi a respeito das atividades a serem propostas aos alunos autistas. Segundo os técnicos, tais exercícios devem facilitar a vivência diária das crianças, oferecendo-lhes meios para que sua adaptação seja um processo criativo. Nesse sentido, foi exemplificado que, quando o estudante tiver um objeto de apego ou valor, aquilo deverá ser utilizado pelo educador como um mecanismo de auxílio nas propostas didáticas.

Na sala de aula, a equipe docente deve colocar esse estudante para sentar-se próximo ao professor; requisitar que o aluno-educador auxilie a criança em alguns momentos, de modo a promover a autonomia da mesma. Além disso, a escola pode estruturar e utilizar uma rotina com o aluno autista, estimulá-lo a trabalhar em grupo e a esperar sua vez; ensinar essa criança a pedir ajuda, seja levantando a própria mão ou pegando a do professor ou do aluno-educador para indicar o que ela quer, de modo que ela retenha a simbolização.

Por fim, os profissionais da Equipe Multidisciplinar expuseram, através dos princípios construtivistas, que os educadores devem considerar e respeitar as necessidades dos alunos autistas, valorizar o foco de interesse dos mesmos como estimuladores de aprendizagem e priorizar as ações do sujeito. O objetivo principal de tais ações é auxiliar a criança autista, não moldá-la, aproximando ela de si mesma.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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