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O pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito José Crespo (DEM) foi arquivado por 17 votos a 2 na Câmara de Sorocaba. A solicitação protocolada inicialmente pelo munícipe Fábio Ricardo dos Santos, em 11 de abril, recebeu aditivos e pedia o afastamento e cassação do chefe do Executivo sorocabano.

A leitura do documento foi feita na sessão ordinária desta terça-feira (23). Apenas os vereadores Rodrigo Manga (DEM) e Hélio Brasileiro (MDB) foram a favor do pedido de abertura para a cassação do prefeito de Sorocaba.

Os votos contrários foram de Anselmo Neto (PSDB), João Donizeti (PSDB), Irineu de Toledo (PRB), Vitão do Cachorrão (MDB), Péricles Régis (MDB), Luis Santos (Pros), Fausto Peres (Podemos), Pastor Apolo (PSB), Rafael Militão (MDB), Fernanda Garcia (Psol), Francisco Martinez (PSDB), Renan Santos (PCdoB), Iara Bernardi (PT), Francisco França (PT), Nenê Silvano (PV), Hudson Pessini (MDB) e Wanderley Diogo (PR). Fernando Dini (MDB), por ser o presidente do Legislativo, não votou.

O documento apresentava suposta omissão de Crespo. Os apontamentos incluem a CPI da Merenda, que apurou pagamentos em duplicidade no decorrer do contrato.

Outro ponto apresentado pelo autor no pedido, que segundo ele seria motivo para se abrir uma comissão processante, estava também o relatório que trata das irregularidades da CPI do Cies Global, iniciada no ano passado e finalizada neste ano pela Câmara. Sobre o voluntariado – relacionando à ex-servidora Tatiane Pois -, o documento apontou o desprezo dos requisitos em decreto de assinado pro José Crespo, levando em consideração que os demais voluntários teriam tratamento diferenciado.

O pedido de investigação ainda apontou que o prefeito municipal não estaria respondendo aos requerimentos dos vereadores, o que contraria a legislação. Além disso, o documento aponta a cassação de Crespo ocorrida em agosto de 2017, a qual ele reverteu na Justiça. O autor ressalta que houve problemas no rito, mas que o mérito da cassação ainda não foi julgado.

Santos também destacou os acontecimentos em torno da operação Casa de Papel, incluindo o afastamento remunerado de Hudson Zuliani, da Secretaria de Licitações e Contratos. O pedido de investigação foi lido por Luis Santos (Pros), primeiro secretário da Câmara. Já a leitura do documento contra a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), por falta de parecer jurídico, será lido apenas na quinta-feira (25).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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