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O vereador Péricles Régis (MDB) quer saber por que um equipamento exaustor de gases instalado do lado de fora de uma creche do Jardim Rodrigo não está sendo utilizado.

A unidade passou a funcionar em fevereiro, em um prédio inicialmente construído para ser uma Oficina do Saber, porém o imóvel jamais pode ser usado para este fim porque, após a finalização da obra, em 2013, o Executivo descobriu que a estrutura foi erguida em um terreno onde antes funcionava um lixão clandestino.

Um estudo feito à época mostrou que como havia gás metano no subsolo, havia risco de explosão. Em visita à creche Péricles foi avisado que o exaustor, que está sendo mantido sob tapumes do lado de fora da unidade, deveria estar funcionando para evitar o acúmulo de gases, no entanto permanece desligado há meses.

Péricles foi à área onde está o prédio da creche e de uma Unidade Básica de Saúde, no Jardim Rodrigo, a pedido de moradores da área. A UBS, que também ficou anos sem poder ser utilizada, está funcionando desde dezembro de 2016 e o prédio da creche foi ocupado somente neste ano, meses após uma empresa ser contratada pela Prefeitura para fazer o trabalho de monitoramento e extração de gases do subsolo. “Do lado de fora foi colocado o exaustor, que encontra-se fechado com tapumes”, relata o vereador.

“Segundo informação passada pela Prefeitura à Coeso (Centro de Orientação e Educação Social), instituição que firmou parceria com o Executivo para administrar a creche, o equipamento deveria estar funcionando. Durante a visita, um coordenador da unidade informou que a Prefeitura alegou que uma empresa seria contratada para manusear o equipamento até março, fato que ainda não ocorreu até a segunda metade de abril”, explica o parlamentar.
Segundo Péricles, moradores informaram que extraoficialmente agentes da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) teriam explicado a munícipes que o não funcionamento do exaustor poderia fazer com que a quantidade de gás metano se acumulasse no subterrâneo.

O vereador está enviando um requerimento ao Executivo perguntando o motivo do exaustor não estar sendo utilizado e se a Prefeitura está monitorando os níveis de gás no subsolo. “No passado os prédios da Oficina do Saber e da UBS não foram ocupados porque falava-se em risco de explosão. Não queremos alarmismo, porém queremos monitorar se não está havendo alguma negligência eventualmente causada pela burocracia na contratação de uma empresa que opere o sistema de exaustão”, afirma o parlamentar, que em seu requerimento também pergunta sobre problemas estruturais encontrados na creche e sobre obras que estavam previstas no projeto inicial para o entorno da Oficina do Saber.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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