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O depoimento do ex-secretário de Comunicação e Eventos (Secom) da Prefeitura de Sorocaba, Eloy de Oliveira, que causou grande repercussão na noite de terça-feira (16) e dessa quarta-feira (17), faz parte do inquérito da Polícia Civil que investiga denúncias de usurpação de função pública referente à atuação da ex-assessora Tatiane Regina Goes Polis no programa de voluntariado do município.

O inquérito apura também suposta prática de improbidade administrativa no mesmo programa por parte do prefeito José Crespo (DEM).

O esclarecimento foi feito ontem à noite pela delegada assistente da Delegacia Seccional de Polícia, Daniela Cavalheiro Moreira Lara de Góes, que preside o inquérito.

Segundo ela, o inquérito foi originado de pedido protocolado há um mês pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Sorocaba (SSPMS), Salatiel Hergesel.

A atuação de Tatiane no voluntariado também é objeto de outra investigação, no âmbito da Câmara, por meio de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) conduzida por vereadores. Segundo Daniela, enquanto o inquérito na Delegacia Seccional de Polícia apura eventual infração criminal envolvendo Tatiane e Crespo, a CPI analisa a existência de possível infração político-administrativa.

Além dessas investigações há um segundo inquérito na esfera de competência da Polícia Civil, presidido pelo delegado Alexandre Cassola, que investiga desvio de verba pública em contratos e licitações e é denominado Operação Casa de Papel. Essa operação, segundo a polícia, coloca sob suspeita contratos de R$ 25 milhões das secretarias de Cultura, Turismo e Comunicação da Prefeitura. Num desdobramento dessa investigação, a polícia abriu novo inquérito na última segunda-feira.

Onze pessoas

No inquérito que investiga denúncia de usurpação de função pública e improbidade administrativa no voluntariado, a delegada Daniela informou que, além de Eloy de Oliveira, já foram ouvidas mais 10 pessoas na qualidade de testemunhas, entre as quais Salatiel e a secretária de Cidadania e Participação Popular da Prefeitura, Suélei Gonçalves. Daniela também disse que Eloy prestou depoimento “inicialmente” na condição de testemunha nesse inquérito.

No seu depoimento, Eloy declarou que Crespo determinou que a ex-assessora Tatiane Regina Goes Polis recebesse um salário de R$ 11 mil por mês embora atuasse como “voluntária” na Prefeitura. Daniela acrescentou que outras provas terão que ser produzidas para confirmar ou afastar as informações que constam nos autos.

A delegada enviou o inquérito ao Tribunal de Justiça de São Paulo, solicitando prorrogação de prazo para a conclusão das investigações. O Tribunal é o órgão que tem competência para dar essa autorização, o que é necessário para o prosseguimento dos trabalhos. Embora ainda sem data definida, ela disse que Tatiane Polis e Crespo também serão chamados para prestar depoimentos. Ao Cruzeiro, Crespo refutou a denúncia de Eloy.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul – Sorocaba

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