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A clínica médica do vereador Hélio Brasileiro (MDB) foi isolada na noite desta segunda-feira (15) por uma suspeita de bomba, após uma caixa de papelão lacrada ter sido deixada no local.

O caso ocorreu na rua Rogério Arcuri, no Jardim Vergueiro, nas proximidades do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, por volta das 20 horas.

Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram acionados para identificar o objeto lacrado, e constataram que ele continha apenas garrafas pet e de vidro.

Ainda não há suspeitos, mas imagens da rede de segurança identificaram um carro preto com placas falsas parando no local e um homem descendo para deixar a caixa. As imagens serão investigadas pela polícia.

Voto decisivo para a abertura da CPI do Falso Voluntariado na Câmara Municipal, que apura casos de irregularidades no governo José Crespo (DEM), e presidente da Comissão de Saúde, que fiscaliza contratos como os das empresas terceirizadas das Prefeitura, o vereador disse que não foi a primeira vez que isso ocorreu.

“O que me assusta é que no passado, quando vivemos momentos políticos como o que estamos passando, eu recebi ameaça de bomba aqui no escritório, quando tivemos o processo de cassação do prefeito. E nós estamos vivendo um momento político em que eu sou presidente da Comissão de Saúde, estou investigando todos os contratos das empresas terceirizadas, tenho uma atuação extremamente legalista. Minhas posições são técnicas e jurídicas. Tudo isso nos faz ficar temeroso de que seja alguma represália”, disse o parlamentar. Naquela ocasião, o vereador votou para que o prefeito José Crespo ficasse no cargo, por entender haver falhas jurídicas no processo do Legislativo. Crespo foi cassado, mas retornou ao cargo após decisão da Justiça.

Hélio Brasileiro disse a jornalistas no local que o fato não pode ser encarado como trote. “Brincadeira não seria, por que o carro estava com placa fria. Era alguém que estava me observando e logo que deixei a clínica, essa pessoa vai e deixa a caixa. Eu não encaro com brincadeira ou trote; encaro como ameaça. A polícia também disse que, em princípio, trata-se de ameaça”, afirmou o parlamentar.

“Minha profissão não é ser político e imagino que minha posição pode incomodar muitas vertentes. Eu não vou me intimidar, muito pelo contrário. Isso me faz saber que eu estou no caminho correto. Se alguém descofiasse que eu sou desonesto, ou não sou uma pessoa correta, talvez viessem tentar me convencer a ter uma posição política diferente da que eu tenho de alguma outra forma. Mas quando se parte para a última instância que é a violência, é porque nenhuma conversa, nenhum acordo, comigo não funciona”, salientou.

Segundo o vereador do MDB, que também é médico, ele deixou a clínica e seguiu para a academia por volta das 20h. Ao chegar no local, ele recebeu uma ligação de sua funcionária na clínica dizendo que uma caixa suspeita havia sido deixada no local. “Eu pedi para que todos fossem para longe da caixa, acionei a polícia militar por telefone e voltei para a clínica”, explicou o vereador.

Os agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram acionados, por se tratar de uma ameaça de bomba. Na caixa de papelão, embalada com fita adesiva, era possível identificar o nome do vereador escrito à caneta. O objeto foi deixado na rampa de acesso da clínica.

Segundo Hélio Brasileiro, as câmeras de monitoramento da clínica registraram um veículo preto estacionando no local e um homem deixando o embrulho. O parlamentar afirmou que o veículo teria “placas frias”, segundo informações recebidas da polícia militar. Segundo ele, sua funcionária viu o automóvel passar mais duas vezes pelo local.

Fonte: Jornal Ipanema

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