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O Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) passa a ser presidido a partir de agora por um membro da sociedade civil: o ator, diretor, produtor, gestor cultural e arte educador, Rodrigo Cintra Marins.

A eleição ocorreu durante a reunião ordinária do conselho, que foi realizada na tarde de quinta-feira (14) no auditório da Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”.

De acordo com o secretário da Cultura (Secult), Werinton Kermes, que até então era o presidente do órgão, a sua decisão para que um conselheiro da sociedade civil assumisse a gestão do órgão surgiu da importância do conselho ter mais independência nas decisões ligadas às políticas públicas culturais de Sorocaba. Na ocasião também foi definido que Marcelo Nascimento será o vice-presidente e Ricardo Devito, o secretário do CMPC.

Rodrigo Cintra disse que ficou muito feliz e lisonjeado com a indicação e esclarece que é um militante da cultura há muitos anos na cidade e que fará o que puder pelo e para o conselho. “Agradeço a confiança de todos os conselheiros por essa indicação e também do secretário Werinton Kermes. Acredito que vamos conseguir avançar bastante, por temos no conselho artistas com anos de experiência em suas atividades e que querem avançar na Cultura”, destaca.

Para ele, os desafios desta gestão são grandes, mas fundamentais. “Um deles é regulamentar o Fundo Municipal de Cultura, que é o mais importante neste momento”, conta. Ele também citou  a necessidade de ampliar a captação de verba do fundo municipal e aprovar o novo regimento do conselho para desburocratizar as sessões realizadas.

O novo gestor também destaca o caráter democrático do CMPC e aproveita para convidar os artistas da cidade a participarem das reuniões. “O conselho está aberto a ouvir os artistas da cidade através das sessões, das câmaras temáticas e inclusive está aberto a participação dos artistas através dos Grupos de Trabalho, previsto no regimento, para colaborar diretamente com os conselheiros de cada área artística”, finaliza Rodrigo Cintra.

Sobre o novo presidente

Licenciado em Teatro/Arte-Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso) e pós-graduando em Gestão Cultural pelo Senac, Rodrigo Cintra iniciou sua carreira de ator no ano de 1999 em Sorocaba, onde começou a participar de alguns grupos teatrais e, em 2000, a trabalhar como ator e produtor na Cia Clássica de Repertório.

Em 2005 foi convidado a trabalhar como ator e produtor na Comparsaria Teatro na cidade de São Paulo. Em 2006, de volta a Sorocaba, cria seu próprio grupo teatral, o Barracão da Vó, e inicia assim sua carreira de diretor. Foi professor de teatro (interpretação e montagem) da ETAC – Sorocaba (Escola de Teatro) de 2008 a 2011, ministrou aulas na Oficina Cultural Regional Grande Otelo de 2006 a 2016 e foi professor de interpretação para teatro e propaganda (audiovisual) na Mega Models Sorocaba de 2011 a 2017.

É diretor, ator, gestor cultural e produtor do Barracão da Vó, grupo agraciado diversas vezes por leis de incentivos municipais, estaduais e federais. Atuou em mais de 27 espetáculos e já dirigiu mais de 18 montagens. Trabalha também como gestor cultural e produtor executivo para artistas das áreas de teatro, circo, circo-teatro, música, mágico, cinema, artes plásticas, literatura. É membro do CMPC desde 2018.

Participaram também da reunião os conselheiros André Mascarenhas, Paulo Henrique Queiroz, Leila Regina O. Chinelatto, Fátima Ignez, Abílio Samuel, Edson de Freitas, Ricardo F. O. Devito, Nanaia de Simas, Marcelo Nascimento, Mário Pérsico, Cleiner Miceno, Rinaldo Nunes da Silva, Elaine Bueno Silva e Janaína Oliveira dos Santos.

Sobre o conselho

Vinculado à Secretaria da Cultura, o conselho é uma instância colegiada permanente, de caráter consultivo e deliberativo, integrante da estrutura político-administrativa do Poder Executivo, constituído por membros do Poder Público e da Sociedade Civil.

Criado por lei, o conselho tem como principais atribuições: propor e aprovar, a partir das decisões tomadas nas conferências, as diretrizes gerais do Plano de Cultura e acompanhar sua execução; apreciar e aprovar as diretrizes gerais do Sistema de Financiamento à Cultura e acompanhar o funcionamento dos seus instrumentos, em especial o Fundo de Cultura; e fiscalizar a aplicação dos recursos recebidos decorrentes das transferências federativas.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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