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A Secretaria da Saúde (SES), por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica e Zoonoses, realizou no mês de janeiro de 2019 a Avaliação de Densidade Larvária (ADL) na cidade.

Foram visitados 7.196 imóveis e o município foi classificado como em situação de risco para a infestação de Aedes aegypti, com um índice predial de 4,4%, ou seja, 4,4% dos imóveis vistoriados tinham larvas do mosquito. O índice considerado satisfatório é até 1%, e o índice considerado de alerta é de 1 a 3,9%.

A ADL trata-se do levantamento de forma amostral da infestação do Aedes aegypti em Sorocaba, realizada para verificar os locais com maior quantidade de larvas do vetor. São sorteadas quadras de forma distribuída em bairros, e as equipes vistoriam os imóveis buscando larvas do mosquito, coletando amostras para posterior análise no Laboratório Entomológico. “Desta forma, termos uma ideia da porcentagem de larvas e quais os principais criadouros do vetor, além de saber qual área da cidade está mais infestada”, explica a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti.

As regiões com situação de risco são noroeste (Vila Barão, Lopes de Oliveira, Jd. Maria Eugênia, Nova Esperança, Jd. São Guilherme, Parque São Bento), leste (Aparecidinha, Brigadeiro Tobias, Cajuru do Sul, Éden, Vila Sabiá), sudoeste (Cerrado, Márcia Mendes, Jd. Simus, Sorocaba I, Wanel Ville). As áreas centro-norte, norte e centro-sul estão em situação de alerta para a infestação do vetor.

As ações de prevenção e controle continuam

Uma das principais atividades de prevenção e controle das Arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela) é o bloqueio de casos positivos ou suspeitos, na qual as equipes de agentes da Divisão de Zoonoses realizam a visita dos imóveis ao redor. As visitas têm o objetivo de bloquear a transmissão da doença, por meio da redução da infestação do vetor, remoção e/ou tratamento dos seus criadouros, orientação da população sobre sinais e sintomas das doenças e formas de prevenção, e ainda buscar novos casos das doenças.

Outra ação complementar à atividade de bloqueio é a aplicação de veneno, atividade conhecida como “nebulização”. Este trabalho tem como objetivo diminuir a infestação de mosquitos adultos possivelmente infectados nestas áreas de transmissão. A aplicação de veneno só pode ser realizada quando há constatação de um caso positivo ou suspeito de Arboviroses na região delimitada, ou seja, não pode ser realizada de forma rotineira. O uso do veneno deve ser feito com critério técnico para se evitar danos ao meio ambiente e resistência do Aedes aegypti ao princípio ativo.

Para a prevenção e controle do vetor Aedes aegypti, o “casa a casa” consiste na visitação dos imóveis com o objetivo de reduzir a infestação do vetor pela remoção e/ou tratamento dos seus criadouros, conscientização e orientação da população. Estas são visitas de rotina, quando não há um caso positivo ou suspeito de arboviroses no local.

Durante as atividades de visitação dos imóveis, a Divisão de Zoonoses realiza a coleta e remoção massiva de recipientes que acumulem água parada com dois caminhões de “arrastão”. Esta ação objetiva a diminuição da infestação do mosquito através do “sequestro de ovos” fixos às paredes dos recipientes e a retirada de criadouros com água ou larvas, além de evitar a presença de materiais passíveis de se tornarem criadouros de mosquito.

Esta atividade tem boa aceitação da população, remove de imediato os criadouros e elimina da área trabalhada os ovos, larvas e potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. É realizada de forma rotineira, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Cuidados contra o Aedes aegypti

É importante manter as lixeiras tampadas com os sacos plásticos bem fechados. Os cidadãos devem guardar os pneus secos em local coberto. Garrafas, frascos, potes, latas vazias e baldes descartáveis, devem ser colocados no lixo ou virados e vazios de boca para baixo também em local coberto. Manter ralos com pouco uso fechados e com uma colher de detergente ou sabão em pó. Após cada chuva ou ao lavar o quintal, repetir este tratamento.

Todos os pratos de vasos de plantas ou xaxins, dentro ou fora da casa, devem ser eliminados, pois acumulam água e são um dos criadouros preferidos do mosquito. Para Bromélias ou outras plantas que possam acumular água, o indicado é plantar em local coberto e molhar somente a terra, pois este tipo de planta acumula água e serve de criadouro para o Aedes aegypti.

Vasilhas de água para animais domésticos devem ser escovadas com bucha e sabão todos os dias, para eliminar os ovos do mosquito e ter a água trocada.

Além disso, as caixas d’água devem estar sempre tampadas e bem vedadas, e não se esquecer de colocar tela no buraco dos ralos do “ladrão”, pois o mosquito pode entrar por ali e colocar seus ovos dentro do reservatório, um excelente local com água limpa e parada para o vetor.

Para as bandejas de geladeiras, retirar sempre a água e escovar com água e sabão, deixando 1/4 de copo de detergente ou duas colheres de sabão em pó. Piscinas de grande e médio porte deverão ser tratadas com cloro em quantidade adequada para o tamanho. Caso estejam vazias, coloque 1 kg de sabão em pó no ponto mais fundo, assim as larvas não sobreviverão. As piscinas para crianças deverão ser escovadas e ter sua água trocada a cada 2 dias. Nas lajes, retire a água acumulada e providencie para que ela tenha um desnível em direção ao cano.

É importante verificar as calhas, se elas não estão entupidas. Remova folhas ou outros materiais que possam impedir o escoamento da água e mantenha a calha com um pequeno desnível, em direção ao cano. Para os vasos sanitários com pouco uso, coloque duas colheres de sopa de sabão em pó, repetindo entre tratamento após cada troca de água.

Para finalizar, os cuidados não devem ser somente na residência. É essencial ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho, vizinhos e em locais frequentados diariamente.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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