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A vereadora Iara Bernardi (PT Sorocaba) e o representante do Conselho Municipal de Saúde, Luiz Cláudio Zanzarini, acompanhados de assessores do Deputado Estadual Carlos Cezar (PSB), se reuniram na quinta-feira (25/07) com Danilo Otto, da Coordenação de Gestão e Contratos do Governo do Estado de São Paulo, e com gestoras do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, para debater o funcionamento do CHS, seus impasses e dificuldades, e do Novo Regional, instalado às margens da Rodovia Raposo Tavares.

Iara e Zanzarini relataram aos assessores de Carlos Cezar e ao representante do Governo Estadual, a dificuldade que os pacientes da região estão encontrando para receberem atendimento, a precariedade da atuação do CHS, bem como as incertezas relativas à Organização Social que deverá assumir o Conjunto Hospitalar, o que está impactando negativamente sobre a vida funcional dos servidores.

A parlamentar e o representante do Conselho Municipal de Saúde já estiveram no CHS em diferentes ocasiões, recebendo relatos desesperados de mães com crianças em situação crítica na ala pediátrica, inclusive vistoriando o funcionamento da UTI Neonatal, onde detectaram sérios problemas. Neste mês, o Regional emitiu comunicado às autoridades estaduais sobre a impossibilidade de receber novas gestantes, bem como a ausência de capacidade para atender a “Vaga Zero” (que são pacientes com risco de vida ou alto sofrimento que precisam ser atendidos imediatamente, independentemente da existência de vaga).

Otto disse que o Governo do Estado de São Paulo o enviou para ouvir os servidores do CHS, coletar dados sobre o funcionamento do hospital e entender melhor a precariedade do funcionamento do Conjunto, tanto estruturais quanto em matéria de equipamentos, insumos e pessoal.

Ele relatou que o Governo do Estado está montando uma equipe para acompanhar a transição da gestão do CHS, que será assumida por uma Organização Social. Otto deverá integrar essa equipe, e garantiu que os serviços poderão ser prestados com mais agilidade no tocante à compra de serviços, medicamentos e equipamentos, que poderão ser comprados sem licitação, apenas com a apresentação de três orçamentos. A contratação de novos funcionários também poderá ser mais rápida, sem a necessidade de concurso público.

O representante do Governo do Estado buscou tranquilizar os servidores públicos do CHS, garantindo que eles não terão perdas com a OS, tendo mantidas as suas prerrogativas funcionais. Otto informou que a OS ainda não foi escolhida, e que a gestão da estrutura do prédio continuará a cargo do Estado.

“Estamos denunciando sistematicamente as agruras pelas quais os pacientes de toda a região e os servidores do CHS passam no dia a dia, no processo de atendimento na saúde. É uma desumanidade perpetrada pelo Governo Estadual, que atravessa vários anos sem uma solução, e que conta com a inação do Governo Municipal, mantido omisso como se Sorocaba não fosse polo de referência regional na saúde”, diz Iara.

“Vamos acompanhar de muito perto as ações do Governo do Estado no Regional, e continuar cobrando soluções para que essa situação lamentável que abateu esse importante Conjunto, não se perpetue”, garante.

Novo Regional – Após a reunião no CHS, o grupo se dirigiu ao Novo Regional, que está parcialmente em operação, conheceu as estruturas e conversou com profissionais da saúde que estão trabalhando no novo prédio. Eles foram recebidos pelo Dr. Carlos Garcia, médico responsável pelo hospital.

No local, Iara foi informada do inexplicável: a secretária de Saúde de Sorocaba, Marina Elaine Pereira, não visitou a estrutura até hoje para conhecer minimamente como será o funcionamento e a integração do novo hospital com a rede de saúde do município. “Essa é mais uma atitude inexplicável e que demonstra a falta de visão articulada que o Governo Municipal tem. Falta atitude numa cidade sede de região e falta gestão da sua rede hospitalar”, critica Iara.

Segundo a previsão dos gestores, o Novo Regional deverá estar 100% operante até o final do ano. Zanzarini explicou que a entrada em funcionamento dos 60 leitos de UTI do local é feita em etapas, dependendo o início das atividades de novas equipes médicas. “Elas entram em operação de 10 em 10, com cada equipe sendo a responsável por uma dezena de leitos”, disse.

Contudo, a localização distante e a falta de sinalização de trânsito estão provocando problemas, e vão piorar, sem uma ação das autoridades competentes. Eles encontraram, por exemplo, uma mãe com dois filhos, recém-atendidos, sentados em uma guia da calçada, esperando um ônibus.

A vereadora Iara Bernardi e o Deputado Carlos Cezar farão uma série de requerimentos cobrando a Prefeitura de Sorocaba e o Governo Estadual, respectivamente, para solucionarem dificuldades relativas à má sinalização viária, falta de linhas de ônibus para atender o local, dentre outros problemas, como por exemplo não haver nenhum local para abrigar os pacientes que passaram por consulta e esperam o seu transporte, e nem para adquirir  alimentação a custo barato.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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