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O vereador Marinho Marte (DEM), que ocupava o cargo de secretário municipal na Prefeitura de Sorocaba, teve o pedido de prisão confirmado pela Procuradoria Geral de Justiça, juntamente ao seu ex-assessor Ilzo Lourenço Pereira, faltando a justiça autorizar a detenção.

O pedido de afastamento de Marinho e do assessor dos cargos na Prefeitura foi feito pelo promotor Orlando Bastos Filho, o mesmo que determinou que ele deve manter-se afastado da Câmara Municipal de Sorocaba, onde trabalham testemunhas de acusação.

Pesa sobre Marinho e seu ex-assessor a acusação de recebimento de “mensalinho” durante a campanha eleitoral de 2016, quando ele foi reeleito vereador. Porém, após a eleição, Marinho teria continuado a receber das funcionárias.

Bastos alega para pedir a prisão de Marinho e Pereira, que ambos estariam coagindo testemunhas e obstruindo as investigações. Duas ex-assessoras, que negavam que pagavam “mensalinho” para Marinho, voltaram atrás e apresentaram, inclusive, uma gravação na qual as ameaças seriam comprovadas, além de comprovantes de depósitos.

Para a prisão ser consumada, a determinação tem que partir da Primeira Instância da Justiça, que concedeu um prazo para Marinho e Pereira se manifestarem.

A justiça também analisa uma multa para ser aplicada aos réus por desobediência e eventual coação no curso do processo. A multa foi arbitrada no valor de R$ 1,8 milhão.
O salário de secretário é de R$ 17.501,48 e o de assessor, ocupado por Pereira, é de R$ 13.551,08. Ambos continuam recebendo os salários de comissionados, mesmo afastados há mais de dois meses.

O vereador Marinho Marte foi procurado para se manifestar, mas por aconselhamento do seu advogado preferiu não se pronunciar.

Fonte: Jornal Ipanema

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