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O Conselho Municipal do Idoso (CMI) empossou, esta semana, sua nova diretoria para o biênio 2018 – 2020. A enfermeira Maria Eugênia Filomena de Moraes, representante da sociedade civil, estará à frente do grupo como presidente, pelos próximos dois anos, e enfatiza que o conselho tem caráter consultivo e deliberativo — ou seja, pode agir em defesa do cidadão com mais de 60 anos, principalmente em relação à situações que configurem o descumprimento do Estatuto do Idoso. “Temos que fazer aplicar a lei.”

Para facilitar o acesso dos idosos ao apoio oferecido pelo conselho, Maria Eugênia informou que em breve haverá um espaço disponível, num endereço de fácil acesso, para atendimento dos munícipes dessa faixa etária. “A meta é conseguir ter alguns dias por mês com esse atendimento”, disse. Na prática, a ideia é que os idosos tenham facilitado o acesso ao CMI, que pode ajudar a resolver — ou, se necessário, auxiliar no encaminhamento para resolução, nos casos que envolvem ocorrências policiais, por exemplo — denúncias de violação de direitos, agressão, violência ou qualquer outra situação que afete aqueles com mais de 60 anos de idade.

Falta de respeito 

O descumprimento dos direitos dos idosos pode ser percebido em várias situações cotidianas. “Eles viram o rosto ou fazem de conta que não viram”, contou Tereza Pinto Rocha, de 69 anos, falando dos mais jovens que acabam ocupando os assentos reservados, nos ônibus do transporte coletivo, para uso dos maiores de 60 anos. Ela reconhece que nessas situações é difícil reclamar, mas nas filas ela faz questão de ter prioridade, mesmo enfrentando “caras feias”. “Estou no meu direito. Vai chegar o dia deles.” Josefa Maria dos Santos, de 78 anos, concorda. “Um dia os mais jovens vão ter a idade da gente, aliás, feliz de quem chegar a essa idade”, comentou ela, que diz sentir, no cotidiano, várias situações de falta de respeito aos mais velhos. Para Hélio Tavares, de 73 anos, se a lei existe, deveria ser cumprida. Mas ele vai além. “Respeitar os idosos é uma questão de educação, de berço.”

Parceria e números 

A nova presidente tem como meta que o conselho promova um levantamento do número de idosos existentes em cada bairro de Sorocaba, assim como suas condições social e de saúde. “A estimativa é de que a cidade tenha 102 mil idosos no geral. Mas precisamos conhecer quem são e em que situação estão.” À frente do CMI, Maria Eugênia também pretende trabalhar em busca de parcerias com entidades, clubes e empresas que promovam mais atividades gratuitas voltadas ao público da terceira idade, que já possui dois espaços com essa finalidade: o Clube do Idoso (que fica na rua Padre Anselmo Rolim, Pinheiros, ao lado do Centro Esportivo André Matiello) e a Chácara do Idoso (rua Manoel Afonso, 64, Vila Progresso).

Também foram eleitos para compor a nova diretoria Iara Santoro Cardoso Magno (da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, como vice-presidente), Eremita Angélica G. da Silva Nunes (1º secretária), Denize Lamberti (2ª secretária), Tarcísio Tadeu Perico (1º tesoureiro) e Nilcéa Guidolin Zanbon (2ª tesoureira), os quatro últimos membros representantes da sociedade civil.

O Conselho Municipal do Idoso é vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania e Participação Popular (Secid) e composto por 16 conselheiros, sendo oito representantes do poder público e oito da sociedade civil, além de um membro titular representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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