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Uma auditoria apontou irregularidades em uma empresa contratada para prestar serviços na área de saúde na Prefeitura de Sorocaba (SP).

De acordo com o relatório, um dos problemas é a cobrança irregular de exames de mamografia que não foram feitos.

De acordo com a administração municipal, existem mais de 7 mil mulheres na fila da central de regulação do município para fazer mamografia. Em julho do ano passado, a prefeitura contratou a empresa Cies Global para realizar os exames.

Uma tenda foi montada atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim São Guilherme para atender a população. Em fevereiro deste ano, a prefeitura fez uma auditoria e constatou problemas nos serviços prestados.

Em nota à TV TEM, a Cies informou que um comitê vai apresentar todas as respostas à auditoria. A empresa afirma que todos os exames seguem a tabela SUS e alguns podem gerar vários códigos para o mesmo paciente, o que justificaria a cobrança de mais de um exame no mesmo dia para uma só pessoa.

A cobrança duplicada também foi apontada no relatório da auditoria, como quatro exames de mamografia da mesma paciente em um único dia. De outro paciente consta a cobrança de oito ultrassons no mesmo dia e mais dois exames no dia seguinte da consulta. A auditoria também verificou que exames previstos no contrato não eram oferecidos.

Além disso, segundo o relatório, a empresa não possui licença de funcionamento da vigilância em saúde do município. Sobre a falta de licença da vigilância em saúde, a CIES disse que enviou a documentação para a chefe da vigilância que autorizou o contrato.

O contrato com a Cies Global encerrou em janeiro e foi renovado. Alguns exames continuam sendo feitos na tenda, mas no fim de fevereiro o mamógrafo foi retirado. A prefeitura afirma não ter sido comunicada.

Investigação

Uma funcionária da empresa contratada disse à TV TEM, que estava com uma câmera escondida, que não tem procura pela mamografia. No entanto, há uma contradição em outro momento da conversa quando ela afirma que têm 9 mil mulheres na fila.

Em outra gravação, um funcionário fala que a empresa Cies pensou que o contrato com a prefeitura não fosse renovado, por isso tiraram o mamógrafo.

De acordo com a prefeitura, até o dia 10 de abril a empresa Cies Global realizou 2.617 mamografias na tenda. Cada exame custou R$ 61,30. No relatório, os auditores recomendam descontar da empresa todos os valores dos procedimentos cobrados e não realizados.

A prefeitura notificou a empresa e deu o prazo de 30 dias para que responda sobre todas as irregularidades apontadas na auditoria.

Segundo a Cies, o equipamento de mamografia deve voltar para a cidade no dia 15 de maio. A empresa confirmou que, se constatarem pagamentos a mais, os valores serão devolvidos.

Fonte: G1 Notícias