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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou o recurso movido pelo promotor de Justiça, Orlando Bastos Filho, contra a decisão de primeira instância que não deferiu o afastamento do secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas da Prefeitura de Sorocaba, Marinho Marte, durante investigações que o Ministério Público faz sobre o ex-vereador.

Além de Marte, o pedido de afastamento se estende ao seu assessor Ilzo Lourenço, sob a acusação de que eles “estariam obstruindo” a apuração do órgão sobre a suposta cobrança de valores (o chamado ‘mensalinho’) de assessores para suprir gastos de gabinete, fato negado pelo secretário.

Em favor do recurso pesou contra o secretário a manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça, que é a favor do recurso apresentado por Bastos pelo afastamento de Marte e Lourenço de seus cargos.

O promotor designado para o caso, Roberto Livianu, aponta ser “indispensável” o afastamento do secretário e do seu assessor (que atuava na Câmara e hoje trabalha ao seu lado na Prefeitura), argumentando que, estando nos cargos, os investigados estariam “expostos a novas práticas de intimidação”.

Atualmente, eles devem se manter no mínimo 100 metros afastados das testemunhas do processo, o que impede que se dirijam à Câmara, onde algumas delas trabalham.

Da decisão cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas sem efeito suspensivo. A Prefeitura de Sorocaba e Marinho Marte informaram que ainda não foram notificados.

Fonte: Jornal Ipanema