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Menos de 24 horas depois de assumir o mandato, o vereador suplente Zé Medina (MDB) participou ontem das primeiras sessões (ordinária e extraordinárias) da Câmara Municipal.

Professor universitário de 51 anos, ele obteve 1.256 votos nas eleições municipais de 2016, o que lhe conferiu o posto de terceiro suplente da coligação entre MDB, PPS e DEM no pleito, atrás de Cíntia de Almeida e Rafael Militão, ambos do MDB.

Com a saída de Cíntia (que substituía Marinho Marte, do PPS, também nomeado secretário no início do governo de José Crespo – DEM) para assumir a Secretaria de Igualdade e Assistência Social, a Câmara chegou a dar posse a Muri de Brigadeiro (PRP) alegando que os demais concorrentes à vaga não teriam obtido a votação mínima necessária. Dias depois, no entanto, Medina ganhou direito a ocupar o cargo amparado por liminar da Justiça.

Ele disse ter estranhado o fato de não ter sido empossado após a saída de Cíntia, uma vez que havia apresentado documentos que, segundo ele, justificariam sua posse. “O artigo 112, parágrafo único (do Código Eleitoral) é claro. No site do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) consta o meu nome como terceiro suplente, então não existe imbróglio, ele foi criado”, declarou. O trecho em questão frisa que, para os casos de suplência, não há exigência de votação nominal mínima prevista em outro artigo.

Apesar do desencontro de informações, Zé Medina preferiu evitar polêmicas. “Fico triste, mas daqui para frente temos de trabalhar. Não sei o período que vou ficar, se é curto ou não, mas o tempo que ficar temos de atuar em prol da população”, comenta. A indefinição quanto à sua permanência se dá uma vez que caso qualquer um dos vereadores titulares ou mesmo a suplente Cíntia deixem seus postos enquanto secretários, eles voltam imediatamente à Câmara. A maior possibilidade é a de que o atual secretário de Segurança e Defesa Civil, Fernando Dini (MDB), volte à Câmara no mês que vem, já que ele pretende concorrer a deputado nas eleições deste ano e a legislação exige a desincompatibilização de cargos públicos não eletivos.

Integrante do principal partido de aliança com o DEM nas eleições de 2016, o MDB, Zé Medina diz que atuará na base aliada de Crespo, com quem inclusive esteve reunido nesta semana. “Hoje sou situação, a favor do governo Crespo, mas temos de pontuar algumas coisas que achamos ser corretas em prol da população. Houve uma conversa tranquila e espero que tudo seja recíproco”, disse. O professor disse que vai conciliar os horários de aula com a função legislativa.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul