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A Fundação Melanie Klein de Educação Especial anunciou no último dia 21 o encerramento de suas atividades, segundo duas mães de alunos (uma delas membro do Conselho de Pais) que participaram de reunião na qual a direção da entidade comunicou a decisão.

Segundo as mães, o motivo é a falta de recursos financeiros. A escola tem histórico de cerca de 30 anos no atendimento a crianças com atraso escolar, déficit de atenção, síndrome de Down e paralisia cerebral.

As mães que divulgaram a informação são as donas de casa Sidneia de Almeida Camargo, de 35 anos, e Eloísa Helena Vetorazzo Valverde, 44, que integra o Conselho de Pais. A reportagem tentou falar por telefone ontem com a diretora da escola, Cláudia Diniz, por celular, mas não conseguiu contato.

De acordo com Sidneia e Eloísa, a Melanie Klein tinha 75 alunos e, desse total, 50 recebiam bolsas da Prefeitura de Sorocaba no valor de R$ 957 ao mês por aluno. Mais 11 ou 12 alunos recebiam bolsas da Prefeitura de Votorantim. Em outubro, a Prefeitura de Sorocaba comunicou à escola que esse valor seria reduzido para R$ 575 ao mês por aluno. Isso provocou uma queda na receita que teria inviabilizado a continuidade da escola.

Sidneia e Eloísa informaram que, em reunião na semana passada, a secretária de Educação de Sorocaba, Marta Cassar, ofereceu alternativa de mudança do local da escola, com sede no Jardim América, para outras três opções de bairros: Novo Mundo, Morro Alto e Brigadeiro Tobias. O objetivo era baratear o aluguel, de cerca de R$ 5 mil ao mês. Os pais alegaram dificuldades nas alternativas por serem locais distantes e de difícil acesso.

Segundo descrição de Sidneia, os pais não têm condições de assumir o custo da educação especial dos filhos. Houve uma proposta de que eles assumissem a escola e a equipe de atendimento os monitoraria numa transição. Não houve essa possibilidade. “Os pais não estão preparados, são humildes”, disse Sidneia.

Prefeitura

A Prefeitura informou que a secretária Marta Cassar recebeu os pais de alunos da Melanie Klein no dia 18 para esclarecer a Lei Federal 13.019, de 2014, que começou a vigorar neste ano e sanciona o convênio com entidades filantrópicas de Educação Especial por meio de chamamento público. Anteriormente, duas entidades recebiam o benefício como Bolsa de Estudo, por meio da Lei Municipal 5.718, de 1998. Esta lei já não poderá ser praticada por não estar em vigor.

Sobre os motivos da redução da bolsa aos alunos e que providências poderão ser tomadas para resolver a situação descrita pelas mães, a Secretaria da Educação não respondeu.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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