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Pacientes internados nos corredores, leitos vazios, falta de material e de funcionários foram alguns dos problemas constatados por uma comissão de vereadores que realizou uma fiscalização surpresa no Conjunto Hospitalar em Sorocaba (CHS) na manhã desta sexta-feira, 15, numa operação batizada como “Arrastão da Saúde”.

Participaram da vistoria o presidente da Câmara, Rodrigo Manga (DEM), os vereadores Dr. Hélio Brasileiro (PMDB), José Francisco Martinez (PSDB), Renan Santos (PCdoB), Hudson Pessini (PMDB), Silvano Júnior (PV), Fernanda Garcia (PSOL), Pastor Apolo (PSB), Fausto Peres (Podemos) e Vitão do Cachorrão (PMDB), além de assessores de outros parlamentares.

A visita começou pelo pronto-socorro do Hospital Regional, onde pacientes aguardavam nos corredores há mais de um dia, enquanto no andar de cima havia vários leitos vazios. Seguindo pela unidade, os parlamentares receberam reclamações de pacientes, que aguardavam por exames e cirurgias, e verificaram o desconforto das acomodações, além de setores desativados e bebedouros sem água.

Funcionários denunciaram aos vereadores a falta de material humano e hospitalar, como seringas, remédios e até algodão estéril para fazer assepsia – que está sendo substituído pelo algodão de tala de gesso. No Hospital Leonor Mendes de Barros o que mais chamou a atenção foi o setor de hemodiálise, onde as poltronas continuam rasgadas, com espuma à mostra, apesar da promessa de substituição imediata do secretário estadual da Saúde, David Uip, durante reunião com vereadores e deputados na capital, na semana passada.

Diante da situação encontrada, o presidente da Câmara decidiu convocar uma sessão extraordinária durante o recesso parlamentar para que seja criada uma Comissão parlamentar de Inquérito (CPI), que irá convocar autoridades responsáveis pela gestão do CHS. “Antes disso já iremos elaborar um relatório e enviar ao Ministério Público, porque a saúde não pode esperar mais. Criamos uma comissão mista, convidados a diretora do CHS, fomos até o secretário estadual da Saúde e ninguém assumiu as responsabilidades pela situação”, ressalta Manga.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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