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Uma audiência pública realizada na noite desta terça-feira (12) na Câmara de Sorocaba teve debates de ideias nas discussões sobre a proposta de concessão da Arena Sorocaba à iniciativa privada, mas faltou público. A audiência começou com uma única pessoa sentada no espaço destinado ao público.

Depois, chegou o ex-vereador Tonão Silvano e a primeira pessoa saiu. Enquanto isso, o plenário, que nomalmente é ocupado por participantes que compõem a mesa estendida dos trabalhos, estava apenas parcialmente preenchido.

Tonão, que é presidente da Associação Sorocabana de Futsal (ASF), foi quem estranhou a falta de participação pública na audiência que discutiria o destino a ser dado a um equipamento esportivo da cidade (a Arena Sorocaba), que custou R$ 14 milhões aos cofres públicos: “Não parece estranho não ter ninguém mais participando a não ser o Magnus? Não parece missa encomendada?”, questionou.

A mesa dos trabalhos foi composta pelo vereador Hudson Pessini (PMDB), presidente da audiência; pelo vice-presidente do Conselho do Esporte Clube São Bento, Felipe Carvajal; pelo presidente do Magnus Futsal, Fellipe Drommond, e pelo secretário municipal de Esportes, Simei Lamarca.

No total havia aproximadamente 20 pessoas na audiência desta terça. Duas outras audiências recentes sobre a polêmica da Escola Sem Partido lotaram, cada uma, o plenário e o espaço destinado ao público – o que representa mais de 150 pessoas. Outra audiência que lotou a Câmara foi a que discutiria possível fechamento do Zoológico Quinzinho de Barros ao público.

Diante da fala de Tonão, Hudson explicou que a audiência foi amplamente divulgada em veículos de comunicação impressos e digitais. A sessão foi transmitida pela TV Legislativa da Câmara, podendo ser acompanhada pela televisão. Mas a baixa participação presencial arrancou lamentações. Simei disse: “Triste.” Pessini achava que compareceriam pessoas com posições contrárias à autorização da concessão da Arena Sorocaba à iniciativa privada e também com ideias para estimular o debate.

Segundo o vereador, o principal objetivo foi mostrar à população o que se pretende com a Arena Sorocaba. Simei afirmou que mesmo em situação de concessão toda a agenda dos eventos esportivos ficará a cargo da Secretaria de Esportes. Pessini lembrou que a Prefeitura deixará de arcar com gastos de R$ 600 mil ao ano, correspondentes aos custos gerados pelo equipamento, e o plano é que da arrecadação prevista com as atividades, de 20% a 30% fiquem com o município: “E essa receita será investida no esporte, nos bairros, nas quadras.”

Drommond manifestou o interessse do Magnus em participar da licitação que vai definir a concessão, mas deixou claro que isso fica condicionado a um modelo “sustentável” de gestão. Isso significa, explicou, uma concessão que desonere o setor público, gere receita para a Secretaria de Esportes e possibilite retorno comercial.

Um projeto de lei do Executivo, que autoriza a Prefeitura a fazer a concessão, já foi aprovado pela Câmara em primeira discussão e deverá retornar ao plenário para votação em segunda e definitiva discussão.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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