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Os vereadores de Sorocaba que integram a CPI dos Transportes, criada para analisar os contratos envolvendo o sistema de transporte urbano, foram até Uberlândia para conhecer o modelo adotado pela cidade mineira, de quase 600 mil habitantes.

A comissão está visitando cidades que possuem sistemas mesmo não recebendo subsídios por parte dos municípios, possuem tarifas mais baratas que Sorocaba.

Uberlândia pratica uma tarifa de transporte de R$ 3,80, contra os R$ 4,10 de Sorocaba. “O que causa estranheza é que apesar de cobrar mais barato, a Prefeitura não precisa por dinheiro. O Executivo contratou as empresas através de licitação que estabeleceu tarifas máximas a serem praticadas com base nos valores de operação, gasto com manutenção e demais despesas. O sistema se banca, sem a necessidade do poder público colocar mais dinheiro”, afirma o presidente da CPI, vereador Renan Santos (PCdoB).

O vereador Péricles Régis (PMDB), afirma que o foco da comissão é propor caminhos para que a Prefeitura de Sorocaba possa cortar radicalmente ou mesmo extinguir a necessidade de colocar dinheiro no sistema de transporte. “Em 2016 Sorocaba subsidiou R$ 43 milhões para ajudar a custear o transporte. Se cidades de perfil semelhante conseguem implantar um sistema que se paga, precisamos entender porque Sorocaba tem um sistema tão caro”, defende o vereador, que juntamente com os integrantes da comissão já havia visitado São José dos Campos, que também tem um sistema sem subsídio.

A comissão reuniu-se com o vice-prefeito e também secretário do Trânsito e Transportes de Uberlândia, Paulo Sérgio Ferreira, que se ofereceu para receber as planilhas com todos os gastos de operação de Sorocaba e produzir um comparativo com os custos operacionais de Uberlândia. Além disso, a comissão percorreu a cidade e constatou que Uberlândia oferece maior comodidade aos usuários. Além de corredores rápidos que permitem que os ônibus viagem de extremo a extremo de forma ágil, conheceram as áreas de transferência que funcionam praticamente como estações de metrô.

Para o relator da comissão, vereador Hudson Pessini, (PMDB), a visita deixou claro que Sorocaba deixa a desejar na qualidade do serviço. “Vimos em Minas veículos mais novos e estações de transferência mais confortáveis que as áreas de transferência que existem em Sorocaba”, afirma. “Lá a transição entre veículos funciona bem, com os passageiros tendo direito, por exemplo, a usarem um ônibus, fazerem compra e retornarem para suas casas utilizando apenas um passe”, completa.

O vereador Francisco França (PT) salienta que o comparativo entre Sorocaba e Uberlândia mostra que a cidade mineira possui um índice menor de passageiros pagantes, número este que se obtém do total de passageiros transportados, menos aqueles que são beneficiados pela gratuidade. “E mesmo assim, Uberlândia possui a figura do cobrador na maior parte dos ônibus, o que diminui o stress e a carga de trabalho sobre os motoristas”.

Na próxima etapa os vereadores da CPI vão analisar de forma minuciosa as planilhas de custos de Sorocaba em relação às demais cidades para localizar onde estão os pontos que estão tornando o modelo local de transporte tão inviável financeiramente.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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