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À sombra do Palácio dos Tropeiros, o Legislativo sorocabano vive dias de acordão com o Executivo. E o porquê disso? Simples: política.

Quando o prefeito José Crespo (DEM) retomou sua cadeira no 6º andar, um trabalho feito nos bastidores ‘resgatou’ o prestígio do democrata, ora cassado, e impôs aos vereadores uma ‘barreira de silêncio’, principalmente na questão de tentar manter a vice, Jaqueline Coutinho (PTB), no poder.

Na prática, toda a articulação dos 14 parlamentares, que insistiram e conseguiram a cassação de Crespo, deixou de existir. E como isso foi possível? A questão é: troca de favores.

O presidente da Câmara Municipal de Sorocaba, Rodrigo Manga (DEM), que é do mesmo partido do prefeito, emplacou dois indicados no Executivo: o advogado Daniel Raphanelli Police, na Secretaria de Abastecimento e Nutrição (Seaban), e Luiz Carlos Siqueira Franchim, na Presidência da Urbes.

O pastor Irineu Toledo (PRB) conseguiu emplacar duas importantes nomeações na Prefeitura: o servidor concursado da Secretaria da Fazenda, Marcelo Eduardo Regalado, como titular da Pasta, e o advogado Carlos Alberto de Lima Rocco Junior, na Corregedoria-Geral do Município.

Outros pastores, como Luís Santos (Pros) e Apolo (PSB), também indicaram cargos de prestígio. O primeiro colocou o ex-assessor e presidente da legenda, na cidade, Robson Coivo, na titularidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Já o segundo conseguiu manter, na presidência do Parque Tecnológico, o advogado Roberto Freitas.

E o porquê de três vereadores serem citados no texto? Na hierarquia do Legislativo, Manga é o presidente, Irineu é o primeiro vice e Santos, o segundo vice.

Não foi à toa que a dupla de pastores se irritou com o presidente do Legislativo, na sessão desta terça-feira (24). Ambos se queixaram que não houve comunicação à Mesa Diretora do recurso impetrado pelo Jurídico da Câmara no Tribunal de Justiça (TJ), no último dia 18, para “tentar derrubar” os efeitos da liminar que reconduziu Crespo à Prefeitura. Para eles, chega dessa história!

Fonte: Jornal Ipanema

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