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A prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho (PTB), praticamente não enfrentará oposição na Câmara de Vereadores para aprovar projetos de lei de interesse do Executivo neste início de seu governo. O principal líder do governo Crespo na Câmara, o vereador Fernando Dini (PMDB), disse que não fará oposição à Jaqueline, apesar de ter votado contra a cassação do prefeito.

Além dele, outros vereadores da base de apoio de Crespo também disseram que não farão oposição, e que só votarão contra aos projetos de lei que não forem de interesse da população. Só a vereadora Fernanda Garcia (Psol) disse que continuará sendo oposição. Já o novo líder da prefeita no Legislativo, o tucano José Francisco Martinez (PSDB), que foi anunciado oficialmente na sessão desta quinta-feira (31), disse que desta vez sua liderança será “atípica” por conta da equipe de governo anunciada por Jaqueline e que envolve políticos de vários partidos e com ideologias diferentes.

A 53ª sessão ordinária foi a primeira após o anúncio feito pela prefeita na quarta-feira (30) da sua nova equipe de trabalho. Os nomes dos secretários municipais foram comentados por vários vereadores que fizeram uso da tribuna no plenário da Câmara. Eles destacaram a pluralidade dos escolhidos e salientaram o fato de pela primeira vez Sorocaba ter entre os secretários municipais dois candidatos a prefeito nas últimas eleições municipais, como o presidente do PSDB, João Leandro da Costa Filho, que assumiu a pasta de Gabinete Central, e Glauber Piva, que concorreu ao pleito municipal pelo PT, a de Cultura e Turismo.

Dini destacou ainda o fato de ter sido líder do governo Crespo na Câmara e que neste momento não faria sentido ele mudar de lado e não continuar apoiando a prefeita Jaqueline. “Seria incoerente da minha parte não apoiar o governo dela, pois Crespo e ela foram eleitos pela mesma chapa”.

Já o líder do PT no Legislativo, o vereador Francisco França, disse que também dará apoio ao governo de Jaqueline, mas sem perder a ideologia do partido. “Aqueles projetos que trouxerem mais impostos para a população, ou a questão da privatização nas áreas da Saúde e da Educação, por exemplo, logicamente não terão apoio dos vereadores do PT”.

O vereador Renan Santos (PCdoB) também afirma que dará apoio ao mandato de Jaqueline, e acredita que haverá um diálogo maior entre Executivo e Legislativo, inclusive na discussão dos projetos de lei. Já a vereadora Fernanda Garcia (Psol) disse que continuará fazendo oposição ao Executivo por discordar de várias propostas do governo de Crespo, do qual o mandato de Jaqueline faz parte e terá seguimento. O Psol foi um dos partidos que não foram contemplados na escolha dos nomes do secretariado de Jaqueline.

A vereadora suplente Cintia de Almeida (PMDB), que assumiu a vaga do vereador Marinho Marte (PPS) por conta dele ter voltado para a Secretaria de Recursos Humanos, também usou a tribuna para elogiar os novos secretários e apoio ao novo governo. “Serei a vereadora da conciliação”, disse Cintia. Os colegas de partido, os vereadores Péricles Regis e Hudson Pessini, também declararam apoio ao governo de Jaqueline. Pessini, inclusive, foi convidado por Martinez para ser o vice íder de apoio ao Executivo na Câmara, o que foi prontamente aceito. Já Hélio Brasileiro (PMBD) insiste em dizer que ele não é vereador nem da situação e nem da oposição, e sim da Constituição.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul