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A prefeitura iniciou na manhã desta sexta-feira (11) o processo de reintegração de posse do imóvel conhecido como Casa 52, que desde 2011 era sede da Academia Sorocabana de Letras (ASL), no Jardim Maylasky, no Centro. De acordo com o secretário de Gabinete Central da Prefeitura de Sorocaba, Hudson Zuliani, nos próximos meses o imóvel sediará a Secretaria de Esportes (Semes).

Pela manhã, uma equipe da prefeitura, formada por Zuliani, o secretário de Esportes, Simei Lamarca e funcionários da pasta, realizou visita técnica ao imóvel. Houve um princípio de tumulto quando a administradora da ASL, Myrna Ely Atalla Senise da Silva tentou impedir a entrada de uma equipe de limpeza. Ela disse que, conforme decidido pelos acadêmicos, entrega do espaço só poderia ocorrer após vistoria e entrega de um laudo certificando que o imóvel se encontra em perfeito estado.

Myrna justificou que os membros da entidade ainda estavam realizando a retirada dos pertences, já que o prazo acordado para a desocupação vence na próxima segunda-feira (14). Abalada com a reintegração do imóvel, que foi reformado pela ASL com apoio da iniciativa privada, a administradora considerou a atitude da prefeitura “truculenta” e lamentou o rompimento da parceria da entidade cultural com a prefeitura de Sorocaba.

Zuliani minimizou o tumulto reconhecendo a relação afetiva da administradora com o imóvel e assinalou que a visita técnica havia sido agendada previamente com Mirna, a fim de elaborar o estudo do layout da secretaria. Segundo ele, a transferência da Secretaria de Esportes para a Casa 52 visa reduzir os gastos da prefeitura com aluguel. Atualmente, a Semes está sediada em imóvel alugado, na avenida Eugênio Salerno, no antigo seminário.

A decisão de desocupar a Casa 52 foi aprovada na pelos membros da Academia Sorocabana de Letras na quinta-feira (10). Em carta, os acadêmicos afirmam que a decisão foi motivada em virtude da “acentuada degradação do Jardim Maylasky, onde não há limpeza periódica da área pública” e da “insegurança jurídica” do imóvel.

Os representantes da ASL reconhecem que por uma falha não detectada à época em que foi firmado o protocolo de intenção, não houve inclusão na cessão temporária do patrimônio da antiga Estrada de Ferro Sorocabana à Prefeitura de Sorocaba, impedindo que a cessão do imóvel à entidade pudesse ser válida por 30 anos.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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