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Jaqueline Coutinho afirmou que o seu advogado, Márcio Rogério Dias, ingressará com uma petição no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para relatar o caso do assessor do prefeito José Crespo (DEM) instalado na sala vice-prefeita à desembargadora Isabel Cogan. Foi ela que concedeu no início de agosto, em caráter liminar e com urgência, o retorno da vice ao seu gabinete no sexto andar do Paço Municipal.
Na opinião de Jaqueline, está havendo um descumprimento da ordem. “Ela [desembargadora Isabel Cogan] determinava que o gabinete fosse entregue e se mantivesse no status quo”, comenta, ou seja como estava. “Na realidade, eu não sou obrigada a aceitar um assessor que ele [Crespo] queira.”

Jaqueline disse ter tentado marcar uma reunião com o prefeito, ontem, para saber o motivo da presença do funcionário em seu gabinete. Ela foi informada que o prefeito não teria agenda para atendê-la.

Na Câmara

Na Câmara Municipal, o assunto foi comentado pelo vereador Renan dos Santos (PCdoB), que usou a tribuna para fazer a denúncia. Para ele, a presença de um assessor de Crespo no gabinete de Jaqueline é mais uma caso de assédio e tentativa de monitorar a vice-prefeita. “Lamentável o último episódio do prefeito. Nós temos na cidade não um prefeito, nós temos uma pessoa que é movida a vingança. É esse hoje o papel que o prefeito municipal cumpre. Crespo colocou na sala da vice-prefeita um assessor pessoal dele, que inclusive é guarda civil municipal, a fim de assediar e monitorar ela”. A Prefeitura negou que ele seja GCM em atividade.

O vereador, que faz oposição ao governo municipal, disse ainda que para ele, o assessor, na verdade, faz o serviço de um “capanga”. “Ela tinha agenda com munícipes e pediu inclusive licença para o dito cujo em questão, que se recusou a sair, pois ele estava lá a serviço, para mim, de capanga. Isso é serviço de capanga a pedido do prefeito.”

Renan disse ainda que irá apresentar aos vereadores uma moção de repúdio contra Crespo, além de entrar em contato com a OAB de Sorocaba. “Vou pedir ao presidente da OAB, Márcio Rogério Dias, que também é advogado de defesa da vice-prefeita, que ele comunique a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), para que tome as providências necessárias. Pois, a liminar concedida por ela para que Jaqueline voltasse a ocupar o gabinete dela e que fosse dado a ela condições de trabalho não é isso o que está ocorrendo. O prefeito colocou seu capanga, não tem outra palavra, para monitorar e assediar a vice-prefeita no 6º andar do Paço Municipal”, completou o vereador.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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