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A pedido das partes, o julgamento do dissídio de greve dos trabalhadores em transporte urbano de Sorocaba não será julgado neste mês.
O julgamento envolvendo o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba e as empresas STU e Consor, previsto para ontem, foi adiado em função de requerimento formulado pelas próprias partes envolvidas, já que o Sindicato requereu prazo adicional para o exame dos documentos juntados.

No despacho que aceitou o pedido de adiamento, o relator do processo, juiz Hamilton Luiz Scarabelim, registrou a existência de inconsistências nos autos no que se refere ao número de empregados nas empresas de transportes urbanos do município e determinou diligência da assessoria econômica do Tribunal, acompanhada de oficiais de Justiça, com o objetivo de certificar os dados e fazer o confronto com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que controla as admissões e demissões de empregados.
O relator também determinou ao Consórcio Sorocaba a apresentação de uma série de dados financeiros e de esclarecimentos, ordenando a posterior remessa dos autos à assessoria econômica do Tribunal para apresentar parecer técnico-econômico para subsidiar sua decisão.
O dissídio deverá ser pautado na sessão de setembro do Tribunal, porém sem nenhum prejuízo à população em face da normalização do serviço de transporte
coletivo urbano na cidade desde o dia 31 de julho, depois que o Sindicato acatou a determinação de retorno ao trabalho.
Na mesma decisão que pôs fim à paralisação, houve a antecipação da tutela com o deferimento, aos trabalhadores, das diferenças referentes à concessão do percentual de 4% sobre os salários de abril de 2017 na folha salarial de agosto, que será paga em setembro.
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