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O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara Municipal para apurar possível prática de crime contra a administração pública pelo prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM), deverá ser entregue ao Ministério Público até sexta-feira (11).

A previsão é da presidente da CPI do diploma, a vereadora Fernanda Garcia (Psol). Ela recebeu na segunda-feira (7) as respostas das 20 perguntas feitas a Crespo pelos integrantes da comissão.

Para a presidente da CPI, com base nos depoimentos colhidos e nos documentos recebidos, foi cumprido o seu papel de investigar e comprovar a falsificação do documento escolar do ensino médio apresentado pela ex-assessora Tatiane Polis. Já em relação às respostas de Crespo, Fernanda disse que não houve novidade.

Segundo Fernanda Garcia, as conclusões finais do relatório que será entregue ao MP serão feitas pelo relator da CPI, o vereador Hudson Pessini. “O nosso principal foco agora é fazer com que esse relatório seja finalizado e encaminhado para o MP, com os indícios que nós colhemos. Porém, quem vai concluir por alguma medida cabível ao prefeito será o promotor de justiça”. A presidente da CPI disse ainda que o documento escolar de Tatiane Polis é falso: “ele realmente não existe no Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, ou seja, ele é falso. E isso é o principal objeto da possível prevaricação que nós estamos investigando, isto é, uma possível prevaricação do prefeito pela não investigação desse documento.” Fernanda afirma ainda que a descoberta feita pela CPI de que o documento da ex-assessora não existe mostra que a Corregedoria-Geral do Município (CGM) cometeu falhas na investigação.

“Nós vamos colocar isso no relatório final que a Corregedoria poderia ter se aprofundado mais na investigação, mas não o fez. A nosso ver houve falha a partir do momento que se tem um objeto de investigação, que é a falsificação do documento escolar do ensino médio, e a Corregedoria não pega esse documento em mãos e não liga para a escola e não verifica se ele é verdadeiro ou não, aí fica comprovada uma falha”.

Fernanda disse ainda que, por mais que a CGM tenha afirmado que houve boa-fé da ex-funcionária e que o prefeito também parta dessa premissa, a avaliação da CPI é a de que a Corregedoria tinha obrigação de ter feito uma investigação mais aprofundada. “Durante a CPI levantamos contradições nos depoimentos dos envolvidos em relação ao dia 23 de junho, quando houve a reunião que desencadeou toda essa crise em Sorocaba, e que é a possível prevaricação do prefeito quando ele não faz a investigação sobre a denúncia da vice-prefeita”.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

 

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