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O governo paulista, por meio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), já cobrou a Prefeitura de Sorocaba pelo ressarcimento do salário pago ao servidor Alceu Segamarchi Junior, funcionário público cedido para atuar no município.

Segundo o Estado, se a devolução do salário não for feita “nos próximos dias”, será solicitado o cancelamento da cessão do servidor.

Segamarchi foi anunciado em maio pelo prefeito José Crespo como coordenador de uma área batizada informalmente de promotoria econômica, com o objetivo de conquistar recursos extraorçamentários para o município. Na ocasião, Crespo foi enfático ao afirmar que a vinda de Alceu não custaria um único centavo aos cofres municipais. A Secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura nega que tenha recebido qualquer notificação e reafirma que “o servidor continuará a receber pelo Estado, enquanto perdurar sua prestação de serviços à Prefeitura, na qual cumpre expediente”.

Apesar do anúncio em maio, Segamarchi — que teve, em julho, salário bruto de R$ 30.076,68 e líquido de R$ 14.266,34 — foi nomeado oficialmente em 1º de julho ao cargo de chefe de Gabinete do Poder Executivo, que já existia no organograma municipal. Ele ocupa uma sala no 6º andar do Paço e responde diretamente ao prefeito. O Estado não confirma se o ressarcimento deve considerar o valor bruto ou líquido.

O nome de Segamarchi aparece no portal da transparência do Estado e não é citado no mesmo canal municipal. A justificativa da Prefeitura é de que no espaço “só aparecem os nomes dos servidores em que são geradas informações da folha de pagamentos.”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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