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A vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB), participou do Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema 91,1 FM, nesta manhã de sexta-feira (4).

Ela foi entrevistada pelo diretor do Sistema Ipanema de Comunicação, Kiko Pagliato e os apresentadores Paulo Roberto Júnior e Alexandre Moreto. Jaqueline veio à rádio acompanhada por seu advogado, Márcio Rogério Dias.

Nesta tarde de quinta-feira (3), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ), Isabel Cogan, determinou que o prefeito José Crespo (DEM) volte a ceder à vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, a mesma sala que ela ocupava no sexto andar do Palácio dos Tropeiros. Jaqueline voltará a usar a mesma sala no sexto andar, que atualmente é ocupada pelo secretário de Gabinete Central, Hudson Moreno Zuliani, “com telefones e equipamentos da municipalidade”. Ainda cabe recurso de Crespo quanto à decisão. O advogado comentou a respeito da decisão da desembargadora. “Ela subentendeu que a doutora [Jaqueline] estava sendo afastada de seu mandato eletivo”, explicou Dias.

Para  retornar, a vice-prefeita informou que aguarda o oficial de Justiça protocolar a notificação sobre a decisão da desembargadora na prefeitura.

Sua expectativa para a volta

“Meu dia a dia será chegar ao gabinete, ouvir as pessoas. Realizar ações dentro do governo e junto ao público, às entidades. Essa argumentação de eu estar afastada do governo não procede”, afirmou, durante o espaço “O Deda Questão”, comandado pelo jornalista Djalma Benette. “O clima [com sua volta] vai depender dele [o prefeito]. Quem vai dar o tom é o chefe do Executivo. Em nenhum momento me furtei ou causei algo que pudesse dizer que eu não estava respeitando ou que não queria auxiliá-lo enquanto vice-prefeita. O reconhecimento da Justiça, diante de tudo o que aconteceu, para eu retornar de onde eu nunca deveria ter saído, ele deverá tomar uma atitude para que tudo aconteça da melhor forma”.

Crespo não comparece

O prefeito José Crespo (DEM), foi convidado, mas não compareceu ao encontro. Por meio de nota, a Secretaria de Comunicação e Eventos alegou que a Prefeitura de Sorocaba não foi notificada. “Ela marcou uma reunião para que as partes apresentassem suas razões de forma facultativa. É nessas horas que nós vemos quem respeita o Poder Judiciário. O que mais me deixa um pouco estarrecido é que, na oitiva da Jaqueline, perante a Comissão Processante, o secretário Erick Vieira tinha argumentado comigo que a prefeitura não havia sido notificada. Está nos autos o e-mail da assessora jurídica da desembargadora manda e-mail de urgência ao da prefeitura. Como bom político, ele lê jornal, acompanha a imprensa. O chefe do Executivo fez uma carta à desembargadora num processo digital. Veja só que estranheza causa”, comentou.

Jaqueline comenta saída de gabinete

“Minhas coisas acabaram sendo, de fato, encaixotadas. Na realidade, ele [prefeito José Crespo (DEM)] desvirtuou preceitos democráticos. A democracia não pode ficar à mercê de picuinhas, assim como preceitos constitucionais. O vice-prefeito tem mandato, assim como informa o artigo 29 da Constituição”, afirmou. “Sempre estarei aberta ao diálogo. Ouvi de uma pessoa humilde e achei interessante: ‘a sua imagem, como pessoa honesta, firme e justa, foi tão explorada e um dos itens que ajudaram a baixar a rejeição que o prefeito tinha’. E, depois, ela conclui, ‘hoje essa imagem não interessa mais. Essa de legalista e firme passou a ser vista como ação negativa’. É interessante o que pensa o governante, o que interessa?”, disse. “Somos e temos que ser equipe, vice-prefeito, prefeito e secretários temos que trabalhar em prol da comunidade”, relatou. “Fui rechaçada, escorraçada por ter agido corretamente”.

Sobre a investigação à ex-assessora

A vice-prefeita ainda voltou a defender sua investigação quanto a ex-assessora Tatiane Polis, suspeita de ter utilizado documentação falsa para exercer seu cargo, cujo o salário é de R$ 9.196. “Ela, na condição de assessora nível 3, tinha espaço no staff do prefeito. Eu, quanto vice-prefeita, estava no espaço de eletivo. Ela se disse perseguida. Não se persegue ninguém. É algo muito mesquinho, baixo vil, para um agente público. Se chegasse denúncia de qualquer pessoa, eu investigaria. Para a infelicidade, aconteceu com ela”, argumentou.

A vice-prefeita ainda revelou que nunca havia visto antes o prefeito nervoso. “Isso que me causou estranheza. Jamais. realmente fiquei atônita. nunca fui humilhada, constrangida, desacatada num âmbito profissional”, comentou.

Afastamento como vice

“Ela foi escorraçada da sala, foi despejada”, comentou, por sua vez, o advogado de Jaqueline. “O mandato só pode ser cassado através do Poder Judiciário ou Legislativo. Ela não é objeto ‘coloco e tiro a hora que eu quiser’. Ela é vice-prefeita. Contribuiu para seu eletivo. O eleitor vota na chapa e, não, na pessoa”, frisou Dias. “O slogan, durante a campanha eleitoral, não era ‘eu e Jaqueline’? e, agora, ela não faz mais parte? Isso é brincar com o eleitor, cidadão, cidade, povo”.

O bolo

Sobre a história de seu bolo de aniversário durante a campanha eleitoral, no qual tanto Taty Polis e o prefeito José Crespo insistem que a desavença com a vice-prefeita começou naquele momento, Jaqueline foi curta e disparou: ” essa história do bolo é tão mesquinha, tão pequena, que falar sobre isso é diminuir a inteligência do povo”.

Aplauso da população

Já no final da entrevista, Jaqueline contou uma história de quando foi abraçada pelo público quando foi a um bar. “Aconteceu. olha, foi, eu me emocionei. Sábado passado fui no bar do Ceará, na Vila Maria do Carmo. Fui comprar frango assado para a gente almoçar. Chegando lá, veio um senhor e falou ‘olha, acharam que a senhora não viria aqui. Mas a senhora tem o nosso apoio’. No que eu estava saindo, os senhores que estavam na mesa, todos se levantaram e aplaudiram. Diante de tudo o que eu tenho passado, apesar de tudo, essa é uma imagem que nunca vou esquecer. Vou levar para o resto da minha vida. A população precisa da esperança de termos ótimos políticos e representantes”, pontuou.

Fonte: Jornal Ipanema

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