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O prefeito José Crespo denunciou a vice-prefeita Jaqueline Coutinho à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (17), conforme anunciou à imprensa em coletiva realizada em seu próprio gabinete no final da mesma tarde.

Na entrevista informou que notificou a vice-prefeita para que ela se ausente das atividades e ações deste governo e também atendeu ao pedido que a assessora Tatiane Polis fez para que o prefeito a exonerasse.

A assessora ressaltou que não reconhece culpa, demonstrará que não cometeu irregularidade e pede o afastamento devido a ofensas e ameaças que tem recebido em ambientes públicos.

No ofício à vice-prefeita, José Crespo solicitou que Jaqueline Coutinho permaneça na expectativa de substituição do prefeito em caso de eventual impedimento do mesmo e assim, providencie a desocupação da sala onde atuou até agora, inclusive deixando livre de objetos e bens pessoais e particulares, no prazo de 24 horas.

Na denúncia direcionada ao delegado seccional Marcelo Carriel, o prefeito José Crespo solicitou que a vice-prefeita Jaqueline Coutinho seja investigada dos eventuais crimes de improbidade por violação ao dever de atendimento ao princípio de legalidade na Administração Pública, por falta de decoro, injúria e assédio moral.

O prefeito afirmou que, a pedido da vice-prefeita, nomeou para a função de livre nomeação no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que no entanto o exonerou posteriormente, ao receber denúncia de grave natureza com indícios da prática de condutas contrárias ao ordenamento jurídico, ilegais e imorais, que caso comprovadas, serão passíveis de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e outras condutas ilícitas.

De acordo com tais denúncias, esse profissional indicado pela vice-prefeita, atuaria como motorista particular dos filhos, pais e da própria vice-prefeita, e ainda serviria de “marido de aluguel”, realizando serviços domésticos em horário de expediente, tais como levar e buscar filhos na escola, os pais em consultas médicas, compras, etc.

José Crespo acrescentou que a vice-prefeita, nutre desde os tempos da campanha eleitoral, antipatia imotivada e verdadeira aversão pessoal contra a servidora Tatiane Polis, que teve origem em um episódio durante uma “festa surpresa” para Jaqueline, no dia de seu aniversário. O bolo de aniversário teria sido levado por Tatiane Polis, por determinação do prefeito, por ter sido abandonado pela aniversariante. Mais tarde, segundo o prefeito, Jaqueline teria acusado Tatiane de ter levado o bolo dela.

Segundo o prefeito, devido a aversão pessoal, Jaqueline passou a criar, quase diariamente, intrigas e desconfortos contra Tatiane, na tentativa que pedisse demissão. Ela haveria feito perseguição pessoal, sob o argumento que teria recebido denúncia anônima e foi pessoalmente até a Faculdade Esamc, tentar obter informações de prontuário acadêmico de Tatiane, mas não conseguiu porque a Faculdade negou. Inconformada, procurou colega e filiado do PTB, que conseguiu obter na secretaria da Esamc, informações e cópias de documentos de Tatiane, incluindo o diploma de nível superior.

Ainda inconformada, a vice-prefeita partiu em direção aos documentos acadêmicos dos níveis médios e fundamental, culminando na oitiva que ela fez com Tatiane no dia 22 de junho, quando estava ocupando o cargo de prefeita em exercício, ocasião em que exorbitou em sua conduta, tendo, inclusive, desferido ofensas à pessoa de Tatiane, ao chamá-la de “mulherzinha”, configurando, em tese, os crimes de decoro, injúria e assédio moral, fato esse confirmado na reunião realizada no dia 23 de junho, no gabinete do prefeito.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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