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Milhares de usuários do Transporte Coletivo de Sorocaba foram mais uma vez penalizados nesta terça-feira (27), devido à greve de ônibus. Durante todo o dia, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região não cumpriu a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determina que 70% da frota de ônibus de cada empresa concessionária (Consor e STU) opere em horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nos demais horários. Nesta quarta-feira (28), às 16h30, a Urbes e as empresas vão participar de uma nova audiência de conciliação.

A decisão proferida pelo tribunal visa coibir ações do sindicato e garante melhores condições de transporte coletivo à população até o fim da greve. O pedido à justiça foi feito pela Urbes – Trânsito e Transportes no dia 1º de junho e a decisão saiu na última sexta-feira (23).

No horário de pico da manhã, entre 7h e 9h, a STU permaneceu com 69% da sua frota em circulação nas ruas, ou seja, 126 ônibus, contrariando a decisão judicial. Já a Consor, no mesmo horário, esteve com 70% dos seus veículos em circulação, o que equivale a 124. Com isso, o sistema operou com 250 ônibus (70%) no total.

No período da tarde, às 16h30, quando as empresas deveriam ter 50% da frota circulando nas vias, a STU estava com 88 ônibus operando, ou seja, 48%. A Consor, no mesmo horário, esteve com 56% dos seus veículos em circulação, o que equivale a 99. Com isso, o sistema operou com 187 ônibus (52%) no total.

Já às 17h20, com início do horário de pico, 69% da frota da STU estava operando, enquanto a Consor estava com 70%. No total, as duas empresas estavam com 250 ônibus nas ruas, o que equivale a 70% da frota operacional. O Transporte Especial operou em sua totalidade durante todo o dia.

A Urbes – Trânsito e Transportes entrará com petição junto ao TRT para informar a respeito dos descumprimentos da determinação judicial por parte do sindicato. A pena por não cumprir a frota mínima é de multa diária de R$ 120 mil, além da aplicação das penalidades de cancelamento do registro do sindicato.

41 linhas sem ônibus

O Terminal Santo Antônio (TSA) e o Terminal São Paulo (TSP) estão abrindo normalmente, porém com longos intervalos de espera.

De acordo com a Urbes, 41 das 106 linhas de ônibus não circularam nesta terça-feira, prejudicando ainda mais todo o sistema. São elas: 02 – Brasilândia; 08 – Trujillo; 20 – Carol; 23 – Industrial; 24 – Guadalupe; 26 – Ipanema Bom Jesus; 36 – Porcel; 38 – Aparecidinha via Éden; 39 – Aldeia Laranjais; 45 – Retiro São João; 50 – Hungarês; 54 – Paes de Linhares; 56 – Iguatemi; 61 – Iporanga; 64 – Paço; 64/3 – Paço Gal. Carneiro; 64/4 – Paço Maria Eugenia; 69 – Caguaçú; 72 -Bairro dos Carvalhos; 75 – Campininha; 01 – Jd. Sandra; 07 – Industrial Vila Rica; 30/1 – Inhaíba; 30/2 – Tupã; 32 – Vila Haro; 34 – Aparecidinha; 40 – Vila Jardini; 41 – Gonçalves; 43 – Parada do Alto; 51 – Green Valey; 52 – Cidade Universitária; 64/1 – Paço Washington Luiz; 64/2 – Paço Vila Santana; 66 – Ipatinga; 67 – Ipanema das Pedras; 71 – Campolim via Raposo Tavares; 71/1 – Panorâmico; 74 – Caputera; 78 – Sabiá; 78/1 – Joao Romão; e 102 – Circular Centro.

Fiscalização intensa

Além dos descumprimentos da liminar do TRT por parte do sindicato, registrados pelos fiscais da Urbes – Trânsito e Transportes, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal (GCM) também estão agindo para coibir irregularidades cometidas pelo sindicato para não prejudicar mais ainda a população.

Na manhã desta terça, foram registrados dois boletins de ocorrência. Um deles pela realização de “catraca livre”, ou seja, quando se permite que os passageiros entrem nos veículos pela porta traseira ou nos terminais sem o devido pagamento da tarifa. O fato ocorreu na avenida 3 de Março, envolvendo um ônibus da linha 307 – Interbairros VII. O descumprimento tem multa de R$ 10 mil por evento registrado pelos fiscais de transporte.

Outra ocorrência flagrada pela PM foi na garagem de ônibus da empresa Consor, localizada na rua Campos Salles, na Vila Assis. O sindicato foi até o local pela manhã e determinou que os mecânicos da concessionária deixassem imediatamente a oficina, dificultando a manutenção da frota do Transporte Coletivo.

A decisão do TRT determina também a coibição de depredação de qualquer tipo de equipamento ou instrumento que integre o sistema de transporte, como terminais, áreas de transferência, pontos e abrigos de ônibus, bem como os veículos utilizados na prestação do serviço, sob pena de multa de R$ 100 mil, além do ressarcimento pelos danos causados. Outra determinação é que os aparelhos de GPS e câmeras dos ônibus sejam mantidos ligados, sob pena de multa de R$ 55 mil por evento registrado pelos fiscais da Urbes.

Trânsito na cidade

O trânsito em Sorocaba fluiu normalmente para horários de pico. A Urbes salienta que continuará mantendo esquema de trânsito, com agentes posicionados em pontos estratégicos de tráfego para minimizar os efeitos da paralisação. A central semafórica está operando de forma diferenciada para dar fluidez às vias arteriais. Os agentes que trabalham no CCO Trânsito (Centro de Controle Operacional) também estão auxiliando no monitoramento do trânsito através das câmeras instaladas na cidade. A Urbes disponibiliza informações aos munícipes pelo telefone 118.

Audiência no TRT

Já nesta quarta-feira (28), às 16h30, a Urbes e as empresas vão participar de uma nova audiência de conciliação agendada no TRT a pedido do sindicato. A Consor e a STU já ajuizaram o dissídio coletivo.

O salário atual do motorista do transporte público de Sorocaba é de R$ 3.410,00 por mês para uma jornada diária de 6h40. Uma série de benefícios também é concedida à categoria, como plano de saúde, cesta básica, adicional por tempo de serviço, vale refeição, PLR, gratuidade no transporte, entre outros.

De acordo com a Urbes, além do reajuste máximo possível diante do cenário atual oferecido pelas concessionárias, o Governo Municipal já prevê um subsídio estimado em aproximadamente R$ 70 milhões neste ano para garantir a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro desse sistema.

Portanto, com a preocupação em manter este equilíbrio, bem como os benefícios aos passageiros, a Prefeitura de Sorocaba entende que um aumento nos custos, neste momento, poderia causar um grande desequilíbrio, afetando a qualidade e, consequentemente, causando prejuízos aos seus usuários e também a garantia dos direitos trabalhistas aos empregados do sistema.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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