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O promotor de Justiça Orlando Bastos Filho instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar a situação da assessora Tatiane Polis no que se refere à qualificação dela para ocupar cargo comissionado na Prefeitura, além dos fatos que envolvem o desentendimento entre o prefeito José Crespo (DEM) e sua vice Jaqueline Coutinho (PTB) na última semana.

Os questionamentos foram expedidos à Prefeitura, que deverá apresentar, através de seu secretário de Recursos Humanos, Marinho Marte, detalhes sobre a nomeação, qualificação, vencimentos recebidos e até mesmo uma eventual falsificação de documentos ao representante do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

A tese apontada para a abertura da investigação é a de eventual ato de improbidade administrativa dos gestores públicos diante do possível conhecimento de que as credenciais para a ocupação de cargo comissionado – no caso a conclusão do ensino superior e, consequentemente, dos demais níveis de educação – seriam falsas.

A investigação do MP pede esclarecimentos de Crespo, Jaqueline (que foi convidada a comparecer pessoalmente à promotoria), do corregedor-geral do Município, Gustavo Barata, além de Marinho Marte e da assessora Tatiane Polis. No caso de Jaqueline, caso o convite não seja aceito, há determinação para que ela seja formalmente intimada.

Na abertura do inquérito, que ocorreu antes mesmo de chegarem ao MP representações feitas por PT e Psol sobre o caso, Bastos Filho cobra de Gustavo Barata que ele informe pessoalmente sobre os resultados da apuração feita diante da situação da assessora, que atua como secretária do prefeito. O promotor ainda irá questioná-lo sobre o episódio em que Crespo teria investido contra o secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, que interviu durante a discussão entre o chefe do Executivo e sua vice, que investigava a situação da Tatiane.

Embora um inquérito sobre o caso tenha sido instaurado agora, esta não é a primeira vez que uma denúncia envolvendo falsos diplomas de servidores comissionados da Prefeitura chega ao MP. Uma representação a respeito do assunto havia sido apresentada ao órgão pelo advogado Anselmo Bastos no dia 24 de fevereiro deste ano. A denúncia, porém, acabou arquivada pelo promotor Marcelo Sigari Moriscot meses depois por “falta de elementos”.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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