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Os deputados estaduais Raul Marcelo (PSOL) e Campos Machado (PTB) repercutiram nesta terça-feira (27), durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), um episódio classificado como de assédio moral e de possível violência física em Sorocaba que envolveu o prefeito José Crespo e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho.

Segundo Jaqueline, Crespo a humilhou durante reunião em que ela questionou a respeito de uma assessora que supostamente não teria diploma escolar.

Campos Machado defendeu categoricamente que Jaqueline, que também faz parte do PTB, faça um boletim de ocorrência (BO) contra o prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM). Segundo ele, o episódio que aconteceu em Sorocaba precisa ser investigado e, caso haja necessidade, o autor (José Crespo) precisa ser punido.

“Não é conduta de um agente público segurar a mão de uma pessoa, depois empurrá-la e, por fim, chamar um guarda municipal para retirá-la da reunião. Além de protagonizar, Crespo a humilhou mandando-a ser vice em casa. São atitudes machistas que cabem um boletim de ocorrência por parte da vítima (Jaqueline)”, disse o deputado do PSOL.

Raul Marcelo também mencionou a representação que protocolada nesta segunda-feira (26), no Ministério Público, que solicitou ao órgão que apure um possível crime de prevaricação (319 do Código Penal, que consiste em deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse próprio) ou, até mesmo, de condescendência criminosa (320 do Código Penal, que deixa de levar o fato ao conhecimento da autoridade competente).

Antes de ocupar o cargo no Executivo, a vice-prefeita atuou como titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba. Durante a campanha eleitoral, defendeu a criação do botão do pânico para ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica.

Sobre o caso

As possíveis irregularidades de uma comissionada foram reveladas pela vice-prefeita Jaqueline, e foram motivo de um desentendimento com o prefeito José Crespo no Paço. Em entrevista à imprensa da cidade, Jaqueline disse que recebeu uma denúncia anônima sobre o suposto uso de diploma irregular por parte da assessora e realizou uma pesquisa sobre a escolaridade da servidora comissionada.

Jaqueline afirma que fez pesquisa pessoalmente na Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), onde a comissionada teria feito o curso superior. Ela também buscou informações no Diário Oficial do Rio de Janeiro, sobre o certificado do diploma de nível médio; e no sistema Gestão Dinâmica de Administração Escolar (GDAE), da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, sobre o ensino fundamental. Nessa plataforma, a vice disse constar que a assessora parou seus estudos na 6ª série do fundamental.

Fonte: Assessoria de Comunicação do deputado estadual Raul Marcelo (PSOL)

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