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A vice-prefeita Jaqueline Coutinho recebeu a imprensa na manhã desta segunda-feira (26), na sede da Rádio Ipanema, para falar sobre a repercussão da postagem feita pela mãe dela no Facebook sobre uma denúncia de agressão do prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM) contra a vice e também ao secretário municipal de Gabinete Central, Hudson Moreno Zuliani. Veja a íntegra da entrevista:

Em entrevista ao jornal Cruzeiro do Sul, Jaqueline disse que recebeu há cerca de dois meses uma denúncia anônima, por telefone, onde uma voz masculina, que não se identificou, teria informado que a funcionária comissionada, Taty Polis, que é a atual secretária de Crespo, teria apresentado diploma suspeito de ser falso.

Ela também confirmou que o texto publicado no Facebook foi escrito pela mãe da vice-prefeita, Neide Andrade Barcelos Coutinho. A postagem da mãe dela ganhou repercussão nas redes sociais e foi postado após ela ter ouvido da própria filha Jaqueline, o episódio ocorrido na manhã de sexta-feira (23), por volta das 10h, no 6º andar do Paço Municipal, quando a vice participou de uma reunião com o prefeito para falar sobre o que tinha apurado sobre a questão dos diplomas apresentados ao setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Sorocaba, no caso da funcionária comissionada, já que a funcionária tinha sido alvo de apuração por parte do corregedor municipal. A Prefeitura foi questionada, mas ainda não enviou resposta.

Jaqueline disse que a voz masculina denunciou um documento falso. “Eu tive uma denúncia anônima via fone, através de um número privado, que eu não tive como rastrear, uma voz masculina me ligou falando que a funcionária teria o diploma do ensino médio, que seria um diploma obtido de forma fraudulenta, ou seja, falso.”

Em seguida, a vice-prefeita afirma que repassou a informação sobre a denúncia recebida ao corregedor municipal, Gustavo Barata, e que em função da gravidade do fato decidiu fazer algumas ações para investigar o caso. “Em se tratando de funcionário comissionado eu falei que eu iria fazer algumas ações para investighar essa denúncia para confirmar ou não. E de fato eu fui até a Esamc, onde a funcionária fez o curso superior, e de fato confirmei que ela tem o diploma de nível superior. Então, eu pedi para ver o diploma do ensino médio porque essa era a denúncia e observei que a cópia do documento do nível médio era de uma escola do Rio de Janeiro, e o que me chamou a atenção foi o fato de o diploma ter sido expedido e publicado em Diário Oficial no mesmo dia”. A Esamc foi procurada para falar sobre o assunto, mas informou que instituição não se pronunciará, pois as informações sobre os alunos são sigolosas.

Jaqueline afirma ainda que confirmou a publicação do diploma no Diário Oficial do Estado e que depois realizou uma pesquisa no sistema Gestão Dinâmica de Administração Escolar (GDAE), da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, sobre a situação escolar da funcionária comissionada. “Eu fiz uma pesquisa no sistema, que é da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, para ver com relação ao ensino fundamental 2, porque também havia informações correntes dentro da própria Prefeitura, de que ela não teria o ensino fundamental 2. E de fato pela pesquisa a funcionária teria feito até a 6ª série”.

Com base nas informações levantadas, a vice-prefeita pediu para a própria funcionária, na quinta-feira da semana passada, que apresentasse a cópia do certificado de conclusão do ensino fundamental 2, durante conversa entre elas, na presença do secretário Zuliani, por volta das 17h45, no Paço Municipal. Diante da posição da funcionária comissionada, que teria alegado motivos pessoais contra ela e que sua situação escolar já havia sido esclarecida pela própria Corregedoria do Município, Jaqueline levou o caso, no dia seguinte, em reunião com o prefeito José Crespo. “Sexta pela manhã fui acionada para uma reunião no 6ª andar do Paço, na presença dela, do Crespo, do secretário Zuliani, do corregedor, e de outro funcionário. E o Crespo falou que não poderia ter havido essa intervenção com a assessora, sem a presença dele, e que eu deveria ter aguardado, pois esse assunto já estava resolvido em razão de sindicância anterior”.

Jaqueline disse ainda que discordou do prefeito e falou sobre as informações obtidas. “Eu falei que não está resolvido e que existe a dúvida com relação ao ensino fundamental 2. Daí ele me mostrou cópias dos certificados, porém quando eu pedi a cópia do ensino fundamental 2 ele se exaltou. “Você suma daqui, pegue suas coisinhas e vá ser vice-prefeita em sua casa, pois você não fica mais no 6º andar, e que eu estava proibida de fazer qualquer investigação em relação a isso”.

Segundo ela, o secretário Zuliani, que também teria tentado argumentar sobre a questão, também teria sido ofendido e Crespo teria partido para cima dele, mas foi segurado pelos demais presentes na sala. “Eu segurei a mão do Crespo e pedi calma, e ele empurrou a minha mão. Ele falou que era para o secretário pedir as contas e chamou um guarda civil municipal para nos expulsar da sala”, conta Jaqueline.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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