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Em até 30 dias a Prefeitura deverá regularizar os contratos dos médicos da Santa Casa de Sorocaba. Da mesma forma, deverá efetuar o pagamento de salários em atraso e referentes aos meses de novembro e de dezembro do ano passado devidos aos profissionais em três parcelas junho, julho e agosto.

Foi o que anunciou ontem o secretário da Saúde, Rodrigo Moreno, durante reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS) realizada no auditório do hospital. O encontro foi agendado para que nele fossem prestadas contas da situação da instituição que está sob intervenção do poder público há 45 dias.

Rodrigo Moreno foi questionado por conselheiros, lideranças sindicais, funcionários e pelas vereadoras Fernanda Garcia (Psol) e Iara Bernardi (PT). Ambas cobraram transparência do governo em relação aos assuntos que envolvem a Santa Casa. O secretário respondeu que tudo tem sido feito da forma mais transparente possível.

Já o presidente do Sindicato dos Médicos, Eduardo Vieira Filho, denunciou o que chamou de descaso para com a categoria. “Sai administração, entra administração, muda a direção e os médicos continuam sendo penalizados. Temos, hoje, cerca de 160 sem contratos, com situação indefinida, o que gera insegurança”.

Vieira chegou a dizer que suspeitava do uso indevido dos recursos que deveriam ser destinados aos trabalhadores. “Desconfiamos que esse dinheiro possa ter sido aplicado na construção da unidade do Residencial Carandá. Não somos contrários à expansão da rede, mas o dinheiro dos médicos a eles pertence”. O secretário negou essa situação.

A entidade requereu o agendamento de mesa-redonda na Delegacia Regional do Trabalho para encaminhar solução para o problema. Profissionais que se manifestaram durante o encontro também reclamaram da indefinição e pediram urgência no tratamento da questão. O secretário voltou a afirmar que a requisição, até por sua essência, é transitória.

O comentário foi feito em resposta à observação do conselheiro José Willian Oliveira, segundo quem existe o risco de, passado o período previsto no decreto de intervenção (três meses), o Município investir em melhorias para, depois, não poder prestar o serviço à população. “Isto já aconteceu com o Hospital Evangélico e pode acontecer de novo”, destacou.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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