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A Urbes – Trânsito e Transportes informa que nesta segunda-feira (5), devido à paralisação do Transporte Coletivo Urbano, apenas 86 dos 359 ônibus da frota operacional estão circulando em Sorocaba.

Este número corresponde a 24% da frota, diferente do que o próprio Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região estabeleceu em sua notificação de greve, que previa 30% da frota em circulação, ou seja, 108 veículos.

Com isto, a população teve de enfrentar longas filas que se formaram no Terminal Santo Antônio e no Terminal São Paulo pela manhã. Além disso, como o sindicato não cumpriu 30% da frota nas ruas, 42 linhas não estão em operação, como Jardim Sandra, Colorau, Jardim Manchester, Trujillo, Iguatemi, entre outras. Outro fato registrado pela Urbes é que os primeiros ônibus deveriam sair das garagens das empresas concessionárias por volta de 3h30 desta segunda-feira para cumprir seu itinerário e isto não ocorreu. O primeiro veículo saiu depois das 4h, com mais de meia hora de atraso.

A Urbes lamenta esse tipo de manifestação, que prejudica o deslocamento da população, e informa que está trabalhando para diminuir as consequências para os usuários do sistema. Nesta segunda-feira, às 14h, a empresa participará de uma audiência de tentativa de conciliação e instrução marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando será apreciado o pedido de liminar feito na última quinta-feira (1º) pela Urbes para que seja mantida 70% da frota em horário de pico, das 6h às 8h e das 17h às 19h, e 50% nos demais horários.

A ação judicial apresentada na semana passada ainda pede a coibição de depredação de qualquer tipo de equipamento ou instrumento que integre o sistema de transporte, como terminais, áreas de transferência, pontos e abrigos de ônibus, bem como os veículos utilizados na prestação do serviço. O pedido à Justiça também trata da proibição da prática chamada “catraca livre”, ou seja, permitir que os usuários entrem pela porta traseira dos ônibus ou nos terminais sem o devido pagamento da tarifa.

Faixas exclusivas

Com relação ao trânsito, no início da manhã foi registrada movimentação intensa nas principais vias, mas normal para horário de pico. A Urbes salienta que continuará mantendo esquema de trânsito, com agentes posicionados em pontos estratégicos de tráfego para minimizar os efeitos da paralisação. A central semafórica está operando de forma diferenciada para dar fluidez às vias arteriais e as faixas exclusivas de ônibus foram liberadas. Os agentes que trabalham no CCO Trânsito (Centro de Controle Operacional) também estão auxiliando no monitoramento do trânsito através das câmeras instaladas na cidade.

Crise financeira

A reivindicação da categoria é o reajuste salarial composto pela reposição da inflação segundo a média de quatro índices – INPC/IBGE, IGP-M/FGV, IPC/FIPE e ICV/DIEESE, mais um aumento real de 6%. Além do aumento nos salários, os trabalhadores reivindicam aumento no tíquete-refeição/diária, na participação nos lucros e resultados (PLR) e contratação de mais agentes de bordo. As empresas concessionárias ofereceram um reajuste de 2,5%, porém o sindicato rejeitou a proposta e deu início à greve.

De acordo com a Urbes, a atual situação financeira do sistema de transportes em Sorocaba não permite atender neste momento às reivindicações da categoria, pois traria um grande impacto que acabaria refletindo na tarifa ao usuário. Para 2017, o governo municipal já prevê um subsídio estimado em aproximadamente R$ 70 milhões para garantir a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro desse sistema.

O subsídio nada mais é que o repasse de recursos orçamentários que a Prefeitura de Sorocaba deve fazer às empresas concessionárias (Consor e STU) que atuam no Sistema de Transporte Coletivo da cidade para atender às gratuidades e descontos especiais nas tarifas oferecidas à população. Ele ainda supre a diferença financeira entre o valor da tarifa pública e a remuneração dos serviços das empresas de ônibus, que inclui o custo por quilômetro rodado do transporte especial e a tarifa técnica. Além disso, as concessionárias são remuneradas pelo número de pessoas que utilizam o sistema, independente se pagantes ou não.

Portanto, com a preocupação em manter o equilíbrio financeiro, bem como os benefícios aos passageiros, a Prefeitura de Sorocaba entende que um aumento nos custos, neste momento, poderia causar um grande desequilíbrio, afetando a qualidade e consequentemente causando prejuízos aos seus usuários e também a garantia dos direitos trabalhistas aos empregados do sistema.

Principais números do transporte coletivo

– Em média, 4,5 milhões de passageiros são transportados pelos ônibus do transporte coletivo por mês;

– Diariamente passam pelo Terminal Santo Antônio cerca de 80 mil pessoas e outras 40 mil pessoas passam pelo Terminal São Paulo;

– 107 linhas percorrem a cidade de norte a sul e de leste a oeste;

– O índice de cumprimento dos horários é de 99%;

– A frota operacional é composta de 359 veículos, cuja idade média é de cinco anos;

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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