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Pais de alunos da Escola Municipal Matheus Maylasky, preocupados com a possibilidade de entrega do prédio ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP), estiveram na Câmara Municipal protestando e pedindo o apoio dos vereadores.

Os parlamentares defenderam a manutenção da escola no prédio onde funciona há 70 anos e também a construção do campus do instituto em outra área.

A pedido do presidente Rodrigo Manga (DEM), a representante das mães utilizou a Tribuna Popular. Segundo Kelen Pavani, os pais receberam telefonemas anônimos informando que a escola seria desativada no final deste ano. “Não somos contra o Instituo Federal, mas não em troca do sacrifício de nossa escola. O prédio está em pé graças aos esforços de pais e professores. Há 70 anos o Maylasky faz história, educando nossos filhos”, afirmou.

A representante sugeriu a utilização dos galpões localizados atrás da escola para instalação do instituto ou ainda a Escola Humberto de Campos e até mesmo um antigo campus da Faculdade Anhanguera na Zona Norte. Também ressaltou os problemas com a localização e estrutura da Escola Estadual Monsenhor João Soares, para onde está sendo cogitada a transferência dos alunos. Destacou que o colégio não é adaptado, por exemplo, aos cadeirantes que estudam na Matheus Maylasky.

Após a manifestação da Tribuna Popular, o grupo seguiu com o presidente da Comissão de Educação, Pastor Apolo (PSB), para uma reunião com a secretária de Educação, Marta Cassar, na Prefeitura. Já o presidente Manga afirmou que participará de outra reunião na tarde desta terça-feira com o prefeito José Crespo (DEM) e com o presidente do Instituto Federal para debater o assunto.

O líder do Governo, vereador Fernando Dini (PMDB) afirmou que a situação foi criada pelo governo passado e que há quinze dias foi proposta a cessão de uma área para o Instituto Federal, no bairro do Éden, para construção do campus com verba federal.

E o vereador José Francisco Martinez (PSDB), que também defendeu a manutenção da escola no prédio, ressaltou que o governo passado apenas emprestou as salas da escola para aulas noturnas, ressaltando que o prédio não foi cedido para o Instituto Federal.

Já a vereadora Iara Bernardi (PT) ressaltou que o imbróglio coloca na pauta a importância de ampliação do Instituto Federal, que está instalado em um prédio cedido pela Universidade de São Carlos (UFSCar), através da construção de seu campus. “Todo mundo acha importante o ensino profissionalizante. A quem interessa provocar essa indisposição?”, questionou. A parlamentar lamenta que o instituto seja alvo dessa polêmica, ressaltando que um prédio simples não atende às necessidades de ampliação do Instituto Federal, citando que o campus de Itapetininga ocupa uma área de 25 mil m².

Em seguida, o vereador Péricles Régis afirmou que a diretoria do Instituto Federal nunca demonstrou interesse em ocupar o prédio da escola, sendo apenas levantada a hipótese de reforma da área federal já doada para a construção de uma sede própria num espaço pertencente à antiga Estrada de Ferro Sorocabana, ao lado do colégio, o que depende de recursos.

E na última sexta-feira, 12, o vereador Hudson Pessini (PMDB) reuniu-se com o deputado federal Jefferson Campos (PSD) para pedir apoio em relação ao problema. Outros parlamentares também se manifestaram favoráveis aos pais e alunos, incluindo o vereador JP Miranda (PSDB) que foi aluno da Matheus Maylasky.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

 

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