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O secretário de Mobilidade e Acessibilidade e presidente da Urbes – Trânsito e Transportes, Wilson Unterkircher Filho, afirmou, nesta quinta-feira (11), que a desistência da Prefeitura de implantar o modelo de BRT (Bus Rapid Transit), definido pelo governo anterior, foi uma ação para evitar desperdício de recursos, já que ela consumiria R$ 39 milhões.

“Decidimos não assinar o contrato nos moldes propostos, com a concessão de 20 anos, pois implicaria em um impacto financeiro muito grande no valor do subsídio já pago ao sistema de transporte. Hoje, o subsídio já está na casa dos R$ 70 milhões. Fazer essa implantação seria uma irresponsabilidade da nossa parte”.

Com esta decisão, a Prefeitura publicou um comunicado no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (9) informando a empresa vencedora da licitação no ano passado, o Consórcio BRT Sorocaba, que não fará o projeto e deu prazo de cinco dias para que ela se manifeste sobre o assunto. Este prazo se encerra na próxima segunda-feira (15). Após este período, caberá ao prefeito uma decisão final sobre a revogação dessa licitação, já que o prazo final para fazê-lo é o dia 30 de maio.

A proposta do prefeito José Crespo é a readequação do projeto definido pelo governo passado, sem descaracterizar a ideia inicial, transformando apenas alguns corredores exclusivos de ônibus em faixas exclusivas para diminuir o impacto financeiro. A estimativa de investimento só em infraestrutura no projeto original era de R$ 264 milhões. Com a adequação, seriam R$ 136 milhões, um valor quase 50% menor.

Os corredores exclusivos previstos no projeto inicial do BRT contemplavam as avenidas Itavuvu e Ipanema (Norte) e as avenidas General Carneiro e Armando Pannunzio (Oeste). Para as avenidas Pereira Ignácio, Washington Luís e Antonio Carlos Comitre (Sul) e São Paulo (Leste) estava prevista a implantação de faixas exclusivas. Com a readequação do projeto, o corredor exclusivo seria mantido só na Avenida Itavuvu e as avenidas Ipanema e o Corredor Oeste (avenidas General Carneiro e Dr. Armando Pannunzio) passariam a contar com faixas exclusivas, além das previstas anteriormente.

Neste novo formato, se aprovado o empréstimo de R$ 127 milhões, a Prefeitura de Sorocaba licitaria os projetos executivos e a execução da obra para implantar o Sistema BRT na Avenida Itavuvu e as faixas exclusivas nos demais corredores. Já a operação seria feita pelas próprias empresas concessionárias que já atuam no município (Consor e STU).

A proposta foi levada a Brasília e está em análise.

VLT
Outro projeto do governo municipal para melhorar a questão da mobilidade em Sorocaba é o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Uma das audiências que o prefeito José Crespo participou nesta semana em Brasília foi para tratar deste assunto, quando se reuniu com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Rumo ALL – empresa que tem a concessão da linha férrea em Sorocaba – para tratar da possível assinatura do COE (Contrato Operacional Específico).

O COE está previsto no Regulamento de Operações de Direito de Passagem e Tráfego Mútuo do Sistema Ferroviário Federal. Com este contrato assinado, a Urbes dará início então aos estudos de viabilidade de implantação do VLT em Sorocaba.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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