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O secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas da Prefeitura de Sorocaba, Anselmo Neto (PSDB), será exonerado pelo prefeito José Crespo (DEM).

A informação, que começou a circular nesta sexta-feira (7) ainda pela manhã, foi confirmada pela Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom) no fim da tarde.

Por meio de nota, o titular da pasta, Eloy de Oliveira, informou que o tucano já foi informado do desligamento, que será oficializado na segunda-feira (10). A decisão foi tomada, segundo o comunicado, por “motivos políticos”.

Com a medida, Neto retorna ao cargo de vereador, para o qual se elegeu no ano passado com 6.137 votos (o 5º mais votado na cidade). O suplente dele, JP Miranda (PSDB), por sua vez, perde a cadeira no Legislativo.

A exoneração se confirma um dia após a polêmica votação do projeto de lei de autoria do Executivo que visa criar um cargo comissionado de assessor externo, que deveria atuar em Brasília buscando repasses e emendas que pudessem ser destinadas ao Município.

O projeto acabou rejeitado em primeira discussão e, antes que fosse derrubado em definitivo, o governo manobrou para retirar a proposta de pauta. A ideia é de fazer com que os vereadores da base aliada que votaram contra o projeto mudem de ideia.

Um dos votos contrários à criação do cargo foi o de JP Miranda — o que teria motivado Crespo a fazer com que Neto retorne à Câmara e ele perca o mandato. O texto foi rejeitado por 11 votos a nove e Miranda acredita que houve retaliação contra ele em razão do voto.

Anselmo Neto, porém, disse não acreditar que a exoneração tenha sido uma represália, mas sim uma articulação diante da resistência que o Executivo tem enfrentado na Câmara de Vereadores.

Segundo o ex-secretário, em reunião com o prefeito, ele recebeu um agradecimento e a mesma informação transmitida ao Cruzeiro do Sul de que o desligamento ocorrera por motivos políticos.

O agora vereador disse compreender a decisão e se coloca como um integrante da base aliada do governo. “Serei Crespo na Câmara. Participei desse governo, vi o esforço que estão fazendo e não volto para ‘bater’”, disse, ressaltando que não deixa a Prefeitura carregando mágoas. Dessa forma, ele deverá auxiliar Fernando Dini (PMDB) na liderança do governo no Legislativo.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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