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A Comissão da Frota, composta pelos vereadores Péricles Régis, Vitão do Cachorrão (ambos do PMDB) e Wanderley Diogo (PRP), encerrou o trabalho de vistorias em oito próprios municipais para levantamento dos veículos fora de circulação.

O número final é de 252 veículos parados entre carros, motos e máquinas pesadas de diversas secretarias.

Pelo menos três carretas que deveriam prestar serviços móveis à população estão entre os veículos parados. A Policlínica Móvel foi adquirida por R$ 600 mil e começou a atender ao público em setembro de 2012, mas está parada na UBS Lopes de Oliveira. “São quatro consultórios com capacidade para atender até dois mil pacientes por mês, e tudo está parado desde o governo passado”, explica Péricles Régis.

Inaugurada também em 2012, a Usina de Biodiesel Móvel é uma carreta capaz de transformar óleo usado de cozinha em óleo diesel combustível. O combustível conseguido do processo químico era usado para abastecer caminhões das cooperativas de coleta seletiva na cidade e alguns veículos da administração pública. Agora está sem uso no Centro Operacional da Secretaria de Serviços Públicos no Alto da Boa Vista. Outra carreta inutilizada é a cozinha móvel, que pertence à Universidade do Trabalhador Empreendedor e Negócios e era utilizada para cursos profissionalizantes e de alimentação saudável. O patrimônio está estacionado em uma unidade da Guarda Civil Municipal, ao lado do antigo Matadouro.

Nas buscas, a comissão constatou a deterioração de veículos que aguardavam leilão. Passaram anos sob o tempo e, quando finalmente chegavam a ser leiloados, eram vendidos por valor muito inferior. Outros, por conta da burocracia, muitas vezes ficaram encostados por meses à espera de pequenos consertos como o reparo de um pneu. “Também vimos casos absurdos, como veículos funcionais que estão encostados apenas porque a gestão anterior optou por não utilizar, como é o caso de um ônibus escolar novo encontrado no pátio da rua Pedro Jacob”, revela o vereador Wanderley Diogo.

Um inventário foi feito pela comissão listando placas e modelos de cada um dos veículos. Com base nessa lista foram feitos requerimentos questionando o Poder Executivo sobre ano de fabricação, data em que o veículo deixou de ser utilizado e o custo estimado do reparo. “A Comissão ainda aguarda o prazo para que o Executivo responda aos questionamentos, e a partir daí, vamos identificar quais os gargalos que causam a demora nos reparos e no encaminhamento para leilão”, diz o vereador Vitão.

Desde que a comissão foi instaurada, algumas conquistas já aconteceram. A Prefeitura realizou em março o leilão de 90 veículos parados e arrecadou mais de R$ 500 mil. Um segundo leilão será realizado em abril para dar destinação a outros 128 veículos. Também neste período, cinco Kombis e uma ambulância que estavam destinados a leilão tiveram a situação revisada, foram consertados e voltaram a servir à população.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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