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Entre os dias 14 e 21 de março, o deputado estadual Raul Marcelo e a vereadora de Sorocaba, Fernanda Garcia, ambos do PSOL, montaram uma estrutura em frente ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), que atende cerca de 50 municípios, com o objetivo de colher sugestões e denúncias de pacientes e funcionários.

Nesses sete dias, foram constados reclamações, sobretudo falta de medicamentos, fila extensa para agendar consulta médica, demora em marcar exame ou cirurgia, entre outras.

O relatório foi protocolado na Secretaria Estadual da Saúde, cujo responsável é o secretário David Ewerson Uip. Além do preenchimento dos formulários, com nome completo, endereço e contatos, o relatório também conta com imagens e áudios de pacientes relatando os problemas do CHS.

Os pacientes consultados pelos mandatos são das cidades de Mairinque, Sorocaba, Itapeva, Votorantim, Itararé, são Miguel arcanjo, são roque, Piedade, Tatuí, Tietê, Araçoiaba da Serra, Capão Bonito, Itaoca, Cerquilho, Porto Feliz, Salto de Pirapora, Pilar do Sul, Ribeirão Branco, Itapetininga, Ibiúna, entre outras.

Principais reclamações

Demora em marcar exame ou cirurgia (no caso de cirurgia, existem pessoas esperando há mais de três anos);

Falta de macas;

Falta de medicamentos;

Aparelhos de soro antigos;

Falta de medicamento de alto custo;

Sem papel higiênico nos banheiros;

Mau atendimento;

Há dois meses em falta bolsa para colostomia;

Sala de pediatra com pouca iluminação;

Sem telefone;

Poucos computadores;

Ar condicionado não funciona;

Consultórios fechados;

Sem luvas, copo para beber água e toalha para secar as mãos;

Quatro auxiliares de enfermagem aposentaram, e não repuseram nenhuma no lugar;

Falta de material para curativo;

Falta de leitos;

Falta de médicos;

Banheiros sujos;

Bebedouro sem água;

Não tem lanche para os pacientes (há pacientes que levantam muito cedo e fazem de três a quatro horas de viagem. Chegam ao CHS sem ter feito qualquer alimentação);

Falta de ambulâncias;

Sem maternidade;

Pessoas espalhadas pela calçada, já que lá dentro todos os assentos já foram ocupados;

Há casos de cancelar a cirurgia por falta de material;

Mãe leva o filho para passar em um pediatra e, chegando ao hospital, é informada que não havia nenhum profissional naquele horário;

Falta de neurologista;

Falta de manutenção no espaço físico;

Pacientes esperam até oito meses para serem atendidos com quadro de bronquite;

Usuários esperam até oito meses para serem atendidos com doença de chagas;

Oito meses esperando para ser atendido com um neurologista;

Há dois meses em falta bolsa colostomia e sem prévia para chegar;

Houve paciente que, ao realizar cirurgia de fratura no punho, teve que ficar na maca, pois não havia leito disponível. Além disso, no mesmo caso, não tinha medicamento pós-operação, principalmente para aliviar dor;

Uma usuária foi até o hospital para marcar uma consulta. Retornou dias depois, com data e horário registrados em prescrição médica, mas não havia médico para atendê-la;

Como há falta de médico e ambulância tanto em Mairinque quanto em São Roque, o paciente vá até o Conjunto Hospitalar de Sorocaba para ser atendido;

Um senhor foi esfaqueado e só passou por um profissional da saúde sete horas depois que ele deu entrada solicitando auxílio médico;

Falta de Calcijex;

Não marca a consulta por telefone, ou seja, precisa ir até o hospital para realizar tal procedimento;

Apenas dois médicos que atendem cerca de 50 cidades da região;

Em média, a espera para ser atendido é de quatro horas e meia;

Demora em fazer exame de colonoscopia, que ajuda na descoberta do câncer de intestino;

Falta de medicamento para pacientes que fazem tratamento de infecção no estômago;

Pacientes com diabetes sofrem com falta de seringa e insulina;

Oito meses para ser consultado em um cardiologista;

Como não marca consulta por telefone, a pessoa, que reside em uma cidade afastada, precisa se deslocar até Sorocaba para realizar tal procedimento;

Médicos e outros profissionais da saúde sem comprometimento com os pacientes;

Engessou o braço e o enfermeiro falou para o usuário retornar ao hospital em 40 dias. Passaram-se os dias e o paciente, que mora em Capão Bonito, foi até o CHS para retirar o gesso, mas ficou sabendo que, para realizar tal processo, teria que, primeiramente, agendar. Perdeu dia de trabalho com essa falta de informação do hospital;

Um usuário, com pedra no rim, só conseguiu passar pelo médico quatro meses após solicitar o exame;

Como na cidade de Itaoca não há médicos especializados, foi até Sorocaba para fazer a consulta e, chegando ao hospital, presenciou filas quilométricas, banheiro sujo e prazo longo para fazer exame;

Bebê, com poucos meses de vida, precisando passar por um cardiologista e só conseguiu porque a mãe e outros pacientes insistiram;

Os médicos terceirizados não atendem bem os pacientes;

Paciente, com hérnia de disco, aguarda há três anos por cirurgia;

Há relatos de erro médico em cirurgia, precisando ser atendido em outro hospital público por conta desse episódio;

Falta de medicamento para pacientes com meningite;

Falta de remédio para usuários com hidrocefalia;

Funcionários reclamam que o convênio médico é descontado em mês que não tem atendimento;

Espera de cirurgia no joelho desde o ano passado;

Ambiente da sala de pediatria quente, já que o ar condicionado não funciona há meses;

Trouxe a filha, que tem com poucos meses de vida, para passar com o pediatra, mas ficou sabendo não tinha esse profissional na ocasião. Falaram para ela levar a criança até a UPH (Unidade Pré-Hospitalar) Zona Norte de Sorocaba. Como ela reside em São Miguel Arcanjo e não conhece Sorocaba, a filha ficou sem passar por um médico;

Os motoristas, que transportam pacientes de determinada cidade da região com destino ao CHS, têm dificuldade para estacionar no local.

Fonte: Assessoria de Comunicação do deputado estadual Raul Marcelo (PSOL)

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