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Entre os inúmeros significados da expressão “especial”, o que mais se aproxima do trabalho desenvolvido no Centro de Referência em Educação, (CRE), é: “aquele que tem muito valor”.

Essa definição abrangente e inclusiva, respaldada na Constituição Brasileira, fundamenta o trabalho da equipe multidisciplinar que, a partir do CRE, atende as 148 unidades da rede municipal de ensino no que se refere às necessidades pedagógicas especiais de cada aluno, em casos como autismo, dificuldades de desenvolvimento motor e de fala, entre outros.

“Nosso trabalho é assegurar o direito que todas as crianças têm de se desenvolver plenamente, por meio de seguidas ações de orientação e acompanhamento”, explica a professora chefe da divisão de Educação Especial do CRE, Silvia Souza Elias dos Santos.

Composta por psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas, a equipe multidisciplinar oferece uma orientação integral às escolas, por meio de visitas, entrevistas e orientações envolvendo tanto os alunos e suas famílias quanto os profissionais que trabalham nas unidades de ensino. “É um trabalho muito cuidadoso, um processo desenvolvido com critério e respeito ao outro, aliando profissionalismo e afeto”, diz o psicólogo Moisés Rodrigues.

Característica de cada criança

Quando solicitada por uma escola, a equipe multidisciplinar inicia uma série de ações que passam pela observação detalhada das características de cada criança, seus hábitos diários, a interação com seus pares e sua relação com a família, desdobrando-se em orientações específicas para os professores e os pais e, algumas vezes, em encaminhamentos para outros especialistas.

“A verdadeira inclusão dos alunos consiste não apenas na matrícula, mas na qualidade dos recursos oferecidos, com uma estrutura física adequada e, principalmente, com profissionais capazes de olhar a criança como um ser integral e contribuir de forma ativa para o seu desenvolvimento”, conta a professora Úrsula Jacinto Medeiros, diretora do CEI 31, durante um atendimento em sua unidade.

Para a fonoaudióloga Cleiva Diniz, incluir as crianças com necessidades especiais no grupo é um desafio diário que garante a elas a possibilidade de um aprendizado integral. “Na escola, o que é bom para um aluno deve ser bom para todos. Esse é o sentido da inclusão”, diz.

A terapeuta ocupacional Lígia Pachelli Weber ressalta a importância de capacitar a criança a viver de uma forma independente e autônoma. “Independência é a capacidade que ela tem de fazer sozinha as suas tarefas diárias, autonomia é a sua habilidade de escolher o que fazer”, explica.

Na equipe multidisciplinar do CRE, a competência e o afeto dos profissionais envolvidos caminham juntos, em um trabalho que vem mudando a vida de muitos alunos e de suas famílias. “A gente acredita que é possível, com responsabilidade e amor, contribuir para um mundo melhor”, conclui a professora Úrsula.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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