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O balanço inicial da “herança” deixada pelo governo do ex-prefeito Antonio Carlos Pannunzio, até esta quinta-feira (5), revela que existem pelo menos R$ 29.450.577,55 de dívidas com fornecedores diversos, referentes ao mês de novembro, que deveriam ter sido pagas em dezembro e não foram. Nesta sexta-feira, o governo anunciará medidas de austeridade para enfrentar o problema.

O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta com o prefeito José Crespo e a vice Jaqueline Coutinho, bem como dos secretários de Gabinete Central, Hudson Zuliani; da Fazenda, Fábio Martins; de Planejamento e Projetos, Luiz Fioravante; e de Comunicação e Eventos, Eloy de Oliveira; além dos técnicos Gustavo Barata, Mário Mortara e Marina Elaine Pereira.

O valor das dívidas deixadas não inclui notas fiscais que ainda estão chegando e que deverão chegar até o final de janeiro, quando será fechado o exercício fiscal de 2016. Também não envolve os débitos com os hospitais Santa Casa, Santa Lucinda, Gpaci e com o BOS, que deve passar de R$ 22 milhões e ainda não foram apuradas, e valores que estão sendo cobrados sem contrato.

Os números apresentados ao prefeito José Crespo pelo secretário da Fazenda, Fábio Martins, e pelo coordenador da equipe de transição e secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, mostram que não existe o superávit anunciado pelo ex-prefeito Antonio Carlos Pannunzio no discurso da transmissão da chefia do Poder Executivo, no domingo (1º), de R$ 55 milhões.

“Recebemos a Prefeitura com R$ 64.202.677,46 em caixa, mas desse valor R$ 53.459.750,68 são recursos vinculados, ou seja, destinados a pagar empenhos feitos. Com toda essa dívida que começamos a apurar, usamos os R$ 10.742.926,78 que sobram do valor total para pagar as férias dos professores e a dívida da empresa Mopp Multisserviços, que era de setembro”, disse Martins.

Relatório da transição

O primeiro levantamento da situação financeira consolida a situação crítica apontada pelo relatório da equipe de transição, comandada pelo secretário Hudson Zuliani, que identificou no relatório apresentado pelo governo Pannunzio uma série de omissões e inconsistências. “Foi um relatório que procurou mais esconder do que mostrar efetivamente”, afirmou.

Para ele, o relatório da administração anterior foi inconclusivo. “Não nos mostrou a realidade financeira da Prefeitura, que é o que determina o artigo 62 da Lei Orgânica. Mais do que isto, ele revelou a falta de planejamento e o desleixo com a gestão pública com coisas mínimas da administração, o que explica em grande parte esse déficit que encontramos”.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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