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Depois de decorar o muro da Escola Municipal “Sorocaba Leste”, com o apoio de artistas do grafite de diversas cidades, o curador do projeto e grafiteiro Fernando Vazio voltou à unidade escolar nesta sexta-feira (25) para, agora, mostrar aos alunos como nascem os traços, a história do grafite e a diferença da arte em relação à pichação.

As obras se relacionam com o projeto desenvolvido pela escola, o IPEH (Inovar Poupar, Empreender e Humanizar) e que, de acordo com a diretora da instituição de ensino, Valderez Soares, busca romper com os preconceitos acerca das várias modalidades de arte e cultura, promovendo o respeito às diferenças. No caso do grafite, Valderez disse que abriu-se uma perspectiva de conhecimento, inclusive, da possibilidade da geração de renda por quem se aperfeiçoa e pratica o grafite.

O muro da “Sorocaba Leste” passa a compor o primeiro painel do bairro, possível graças a uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) que doou as tintas.

O workshop teve cunho pedagógico e foi dividido em três momentos, oferecendo aos estudantes a oportunidade também de conhecer e identificar as características de cada artista que desenhou no muro, ver a execução de um trabalho ao vivo – Live Painting – e, em seguida, reproduzir as obras em papel.

João Pedro Pereira Monteiro, do quinto ano, foi fiel a Vazio e mostrou seu talento na folha do caderno.

Ana Gabriela de Lima Silva é outra aluna do quinto ano que foi tocada pelas cores vivas do grafite: “já tinha visto uma vez em São Paulo e fiquei interessada. Quero aprender a grafitar e fazer um desenho no Parque das Águas. Essas cores todas deixam as pessoas mais felizes”, determinou.

Para o colega, Richard Gabriel Lima Bom, o fato de as obras expressarem as emoções de cada artista foi o mais impactante. Conhecer sobre o grafite despertou o desejo de aprender mais e já determinou o tema para suas obras: família.

Quem também definiu sob qual perspectiva vai poder expressar seus sentimentos foi David Kauan Barros Manoel. O amor será a base para seus traços e que, em algum dia, estarão em frente a um grande shopping, marcando espaço e reproduzindo alegria. “Eu quero poder ensinar essa arte para crianças carentes”, disse, pensando numa etapa onde poderá assinar um trabalho como profissional do grafite.

Ao saber disso, Vazio disse: “é muito recompensador. É o resgatar de uma arte por meio da sua valorização. É trazer para perto um novo olhar, o olhar da criança, do morador, da comunidade para uma arte”.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias