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A Câmara Municipal de Sorocaba aprovou requerimento de autoria do vereador Carlos Leite (PT) em que ele cobra informações sobre o assoreamento do Rio Sorocaba, em especial sobre se houve recentes ações de desassoreamento por parte da Prefeitura, sobre quais são os pontos mais críticos, e para onde são transportados os resíduos resultantes das ações de retirada de terra e areia do leito do Rio.

A preocupação de Carlos Leite decorre de denúncias de especialistas que afirmam que o leito do Rio estaria recebendo toneladas de terras provenientes de empreendimentos imobiliários que não fizeram a adequada contenção de terra durante a implantação dos prédios. Por isso, uma enorme quantidade de terra seria levada para o Rio após chuvas fortes.

Um exemplo disso seria o empreendimento imobiliário instalado na Avenida São Paulo, na altura do número 3.727. O Ministério Público está investigando o empreendimento, após denúncia de Leite.

Para implantar o empreendimento em questão, toda a vegetação foi retirada, mas não foram feitas estruturas para conter o processo de erosão do solo, provocado pelas chuvas. Com isso, toneladas de terra são arrastadas do empreendimento para o córrego, muitas vezes causando a interdição parcial da Avenida São Paulo, que fica tomada por lama.

Foi o que aconteceu, por exemplo, no último dia 18 de setembro, bem como no dia 27 de Janeiro. Por causa do temporal desses dias, toneladas de barro foram arrastadas para o córrego, sendo que uma grande parte ficou na Avenida São Paulo.

A lama que desce o afluente está sendo depositada, em grande parte, no lago da empresa Campari, no córrego da Vila Rica, e na desembocadura do córrego no Rio Sorocaba.

Para se ter uma ideia da quantidade de terra e areia arrastada do empreendimento imobiliário até o Rio Sorocaba, há uma represa nesse itinerário, da Campari, que ficou totalmente assoreada e precisou ter sua barragem ampliada, uma vez que enormes ilhas de areia estavam se formando, prejudicando todo o ecossistema local. Vale ressaltar que o lago possui um sistema permanente de dragagem, que garantiria que jamais ficasse assoreado.

“Nossa preocupação deriva do fato de não estarmos vendo, há meses, máquinas trabalhando para retirar a terra do leito do Rio Sorocaba. Queremos saber se o assoreamento está sendo devidamente medido, quais as consequências e ações desenvolvidas para combatê-lo nos últimos anos”, enfatiza Leite.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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