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Se forem referendados nas convenções e estiverem aptos pela Justiça eleitoral, aí estão, abaixo, os pré-candidatos. Isso se não acontecer nenhum “acidente de percurso”, como foi o caso do presidente da Câmara, José Francisco Martinez, tido como o pré-candidato do PSDB, mas que desistiu.

Durante a sessão da Câmara de quinta-feira (30), ele afirmou estar fora da disputa, afirmando ser pré-candidato, sim, mas a vereador. Pelo menos era essa a indefinição até o fechamento desta edição. Pannunzio, como já havíamos divulgado, não irá concorrer à reeleição, alegando uma decisão pessoal. Nesta semana, o Jornal Ipanema traz um perfil e as primeiras observações dos, até então, pré-candidatos ao Paço sobre os principais problemas da cidade.

Ainda na condição de pré-candidatos, oito nomes já surgem nas principais discussões e movimentam as “peças” do tabuleiro eleitoral, que ainda guarda muitas articulações até o prazo final para a realização das convenções partidárias (de 20 de julho a 5 de agosto), da solicitação dos registros das candidaturas (até 15 de agosto) e do início da propaganda eleitoral (a partir de 16 de agosto).

Ainda em um cenário de incertezas, o Jornal Ipanema traz um perfil daqueles que já se colocaram como pré-candidatos a ocupar a cadeira principal do sexto andar do Paço Municipal. Além disso, eles foram questionados a apontar os principais problemas de Sorocaba e de que forma eles podem ser resolvidos.

Cláudio do Sorocaba I (PR)

Cláudio do Sorocaba I nasceu em Ivaiporã, no interior do Paraná, em 14 de julho de 1963. Veio com a família para a cidade em 1984, após a morte do pai, João Gonçalves Filho. O primeiro emprego em Sorocaba foi como ajudante geral numa empresa que fabricava lajotas. Ele se tornou líder comunitário no bairro Júlio de Mesquita Filho. Em 1998, foi eleito presidente da Associação de Moradores do Bairro. Dois anos depois, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal e acabou ficando como suplente. Em 2004, foi eleito vereador pela primeira vez, reelegendo-se em 2008 e 2012. O vereador foi presidente da Câmara Municipal de Sorocaba nos anos de 2014 e 2015. Atualmente, é o 1º vice-presidente da Casa. Antes, já havia sido vice-presidente do Legislativo por três vezes e, ainda, 3º vice-presidente, além de presidente interino em abril de 2010 e membro de diversas comissões da Casa, entre elas, a de Justiça.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Cláudio do Sorocaba I – Hoje, a maior deficiência de Sorocaba é na área da saúde. Em todas as pesquisas que são levantadas, a saúde está em primeiro lugar, porque a população está precisando e morrendo na fila dos hospitais. Na administração municipal, no meu ponto de vista, falta um gerenciamento melhor na área da saúde, porque o dinheiro está, infelizmente, sendo mal administrado. Nós temos que trabalhar na área da administração, porque o dinheiro público tem que ser bem gasto. Infelizmente, falta gestão de saúde em Sorocaba, tem muita coisa que precisa ser mudada. Nós sabemos que o deslocamento das mães que moram na região norte e tem que cruzar a cidade toda para chegar na zona oeste levar seu filho é um absurdo. Também há o custo das ambulâncias, que ficam centralizadas em uma região só. Hoje, você chega em um Pronto-Atendimento e não tem ambulância.

Fernando Oliveira (PSDC)

Nascido em São Roque aos 14 dias do mês de abril no ano de 1977 e morador de Sorocaba desde um ano de idade, é casado há 15 anos e tem uma filha. Atuou na Prefeitura Municipal de Sorocaba em quatro diferentes funções: na Secretaria de Finanças, como oficial administrativo; na Secretaria de Juventude e Parcerias, como Assessor Técnico nos anos de 2009 e 2010; Secretário Municipal de Parcerias, nos anos de 2011 a janeiro de 2013; e assessor técnico na chefia do Executivo durante o ano de 2013. É empresário no ramo de serviços de assessoria Administrativa, de Gestão de Pessoas e de Negócios e ainda atua como Juiz de Paz Titular na Comarca de Votorantim desde 2010. É dirigente partidário desde 2004, exercendo funções municipais, regionais, estaduais e nacionais. Teve sua origem profissional aos 14 anos, como aprendiz na empresa INA. É católico e membro do Rotary Internacional.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Fernando Oliveira – É muito difícil falar, hoje, no maior problema de Sorocaba, quando na verdade temos muitos problemas em diversas áreas importantes. Mas, tentarei citar apenas um, que entendo ter grande relevância, pois atinge o cidadão sorocabano num momento de grande fragilidade, este seria o grande problema na área da saúde. Eu, se eleito for, farei um Centro de Rádio Diagnóstico, que possibilitaria atender as demandas nas tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias. Eu transformarei, também, as UPHs das zonas Norte e Oeste em Hospitais, com atendimentos diversos, urgências e emergências, cirurgias de baixa e média complexidades e leitos de UTIs. Vou melhorar, ainda, o atendimento nas UBSs, ampliando horários de atendimento e consultas com especialistas. Implantarei um programa de Saúde Preventiva Eficaz, que atue diretamente com as famílias. Criarei um Plano de Carreira para os diversos profissionais da saúde, que atenda as expectativas deles, motivando-os mais.

Flávio Chaves (PSC)

Homem simples, é casado há 47 anos, pai de sete filhos e tem 13 netos. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e Prefeito de Sorocaba. Também já foi membro da Casa Civil no governo de José Serra/Alberto Goldman e presidente da Nossa Caixa. É corintiano.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Flávio Chaves – Pode ser que o eleitorado de Sorocaba seja o grande problema nosso. Explico: hoje Sorocaba está fadada a pagar caro pela orgia de fantasias e delírios de anos de lambança e gastança. Muita propaganda de sonhos que, pouco a pouco, estão virando fumaça. Como manter a saúde, a educação, o emprego e segurança e, ao mesmo tempo, concluir um sem número de obras inacabadas e algumas desnecessárias? O nosso problema em Sorocaba vai ser a verdade. Quem terá coragem de falar do amargo? Do aumento outra vez do IPTU, das taxas, do ISS e dos cortes que serão feitos gostando? Será que vamos escolher novamente vendedores de ilusão? Espero que não, pois o nosso problema será buscarmos alguém que não queira fazer do cargo de prefeito um trampolim para outros cargos e tenha a coragem de enfrentar críticas e incompreensão, mas, ao término, possa olhar para o passado com orgulho.

Glauber Piva (PT)

Sociólogo formado pela USP e mestre em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, foi secretário de Cultura de Votorantim, diretor da ANCINE e trabalha atualmente como consultor internacional de políticas de comunicação e cultura. Filiado ao PT desde 1989, foi Secretário Nacional de Cultura. Pré-candidato a prefeito de Sorocaba, disputa pela primeira vez uma eleição, aos 43 anos de idade. Nascido em Poços de Caldas, viveu, estudou e teve seu primeiro emprego em Sorocaba, onde sempre se sentiu em casa e onde está a maior parte de sua família. Em 2013, ao deixar o cargo na ANCINE, deixou o Rio de Janeiro e escolheu Sorocaba para criar os filhos Theo e Nina, ao lado da mulher, a bióloga Erika Guimarães. Desde então, participa de movimentos da sociedade civil nas áreas de cultura, educação e saúde e aposta numa comunicação simples e de baixo custo.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Glauber Piva – Precisamos pensar grande e fazer de Sorocaba a melhor cidade do Brasil pra se viver. Na nossa cidade, crianças, jovens e idosos devem estar no centro de todas as políticas públicas. A saúde deve priorizar a prevenção e o atendimento integral. A educação deve estimular a formação e a autonomia dos estudantes, a relação com a comunidade e respeito aos educadores. O prefeito deve olhar nos olhos da população sem qualquer medo e usar muita tecnologia para agregar transparência, prestar contas e corrigir rumos. Sorocaba deve respeitar quem vive aqui. Somos uma cidade desgovernada. Tem-se a impressão de uma falência total da capacidade da prefeitura nos liderar para futuro. A saúde está falida. Na educação, já faltou merenda e no ano que vem não haverá matrículas em algumas escolas. O trânsito é caótico e há uma sensação clara de que é preciso começar de novo.

Hélio Godoy (PRB)

Natural de Itaporanga, em São Paulo, Hélio Godoy mudou-se para Sorocaba em 1988, depois de morar cinco anos em São Paulo. Atuou como comerciante por 10 anos. É economista e bacharel em Direito pela Universidade de Sorocaba (Uniso), com especialização em Administração Pública Municipal (Fatec) e Direito Urbanístico (Fadi). Também é pós-graduando em Planejamento e Gestão de Cidades pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Está no terceiro mandato consecutivo como vereador. De janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, foi secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Sorocaba. Há 15 anos atuando no poder público, também já foi administrador de próprios municipais e assessor-técnico. Também é diretor regional da União dos Vereadores do Estado de São Paulo e, em 2014, foi candidato a deputado estadual. Atualmente, é líder do PRB na Câmara Municipal.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Hélio Godoy – Sorocaba tem vários problemas, mas o principal, realmente, é a saúde. Nós estamos com precariedade terrível na saúde e o foco principal do próximo prefeito, seja ele quem for, é solucionar uma das questões que a gente tem colocado e estudado, que é a implantação de um cartão para cadastramento das pessoas e possibilidade dele integrar o sistema, através do cabeamento de fibra ótica que já há em todos os Pronto-Atendimentos e postos de saúde, e fazer uma gestão mais eficiente da governança. A valorização de todo servidor da área da saúde também é importante. E atuar fortemente na prevenção, na rede básica de saúde, porque hoje estamos lá no curativo, mas precisamos trabalhar no preventivo. Melhorar estrutura de pessoal, integrar o sistema para que haja mais agilidade no trabalho e, ainda, abrir uma ouvidoria e trabalhar muito próximo da comunidade.

Laerte Molleta (PEN)

Laerte Américo Molleta é sorocabano, nascido em 5 de julho de 1968. Passou a infância na Vila Hortência e a adolescência no Jardim Vera Cruz. Fez a Educação infantil no CEI III do Largo do Divino, estudou na Escola Municipal Odin de Arruda e na OSE (Organização Sorocabana de Ensino). Fez faculdade de direito no Rio de Janeiro e pós-graduação na PUC Campinas. Advogado, também é professor universitário e ministrou aulas na Uniso, Unip e FKB Itapetininga. Desde 1997, presta serviços de consultoria e assessoria jurídica junto às prefeituras, Câmaras e órgãos públicos municipais, levando para resoluções de problemas. Atuou como secretário de Assuntos Jurídicos e diretor jurídico da Urbes, empresa que gerencia o trânsito e o transporte de Sorocaba. É presidente do PEN (Partido Nacional Ecológico) de Sorocaba e pré-candidato a prefeito pelo mesmo partido.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Laerte Molleta – Pesquisas apontam que o principal problema de Sorocaba é a saúde pública. Por isso, pretendemos oferecer qualidade de vida à população. Temos novas ideias para melhorar os serviços prestados na área da saúde. Uma delas é o Projeto Saúde do Cidadão para ampliar o atendimento de especialidades médicas em clínicas conveniadas. Com o uso da tecnologia, vamos desenvolver um aplicativo que irá integrar todos os atendimentos, tornando possível o agendamento de consultas on-line e criar o prontuário unificado. Vamos reestruturar as UBSs, com atendimento diário de clínico geral, agilizando a entrega dos resultados de exames e diagnósticos em até duas horas, além de implantar procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade nas próprias unidades. Vamos ampliar a Policlínica para atendimento de média complexidade e viabilizar a construção do Hospital Público Municipal.

Raul Marcelo (PSOL)

Raul Marcelo é advogado, bacharel em direito, formado como técnico em Processamento de Dados, em Análise de Sistemas na Fatec e Letras, na Uniso, quando presidiu o Centro Acadêmico. Atualmente, cursa o mestrado em Economia, na PUC, em São Paulo. Adolescente, iniciou sua militância política na JOC (Juventude Operária Católica) e, em seguida, trabalhou como professor da rede pública estadual de educação. Em 2000, foi eleito o vereador mais jovem de Sorocaba e reeleito com a maior votação da cidade em 2004. É autor de inúmeras leis em vigor em Sorocaba. Raul é casado com a professora universitária e advogada Maria Elisa Soares Rosa com quem tem dois filhos. Em 2006, foi eleito deputado estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), obtendo mais de 35 mil votos. Em 2014, foi novamente eleito deputado estadual. Tem atuação destacada na defesa da educação e da saúde pública.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Raul Marcelo – O principal problema é a educação pública. Como o município responde prioritariamente a oferta de educação infantil, do zero a seis anos, temos ai o principal foco de atuação que defendemos para o mandatário municipal. Em primeiro lugar, o déficit de vagas nas creches precisa urgentemente ser equacionado. Em segundo lugar, precisar dar atenção em saúde às mães gestantes. É fartamente estudada a importância que o pré-natal bem realizado tem no desenvolvimento da criança não somente antes de seu nascimento como após. E por fim, temos que a qualificação dos serviços prestados, com supervisão pedagógica qualificada e preparada para lidar com as crianças, respeitando as fases de desenvolvimento em suas particularidades e potencialidades.

Renato Amary (PMDB)

Renato Amary é advogado, formado pela Fadi (Faculdade de Direito de Sorocaba) e empresário. Foi prefeito de Sorocaba por oito anos em dois mandatos consecutivos, deputado estadual, tendo sido líder da bancada, deputado federal e presidiu a Fundação Prefeito Faria Lima – CEPAM, por convite do governador. É o presidente do PMDB de Sorocaba e coordenador regional do partido. Eleito prefeito de Sorocaba em 1996, foi reeleito em 2000 já no primeiro turno. Recebeu o prêmio de melhor prefeito do Brasil na área de Desenvolvimento Urbano. Este foi um dos 17 prêmios que ganhou pela gestão eficiente à frente da prefeitura. Pela implantação de novas Escolas do Ensino Fundamental, Sorocaba recebeu o prêmio “Destaque Nacional em Educação”, do Ministério da Educação. Em sua gestão foram construídas 39 novas escolas. Este ano, é pré-candidato a prefeito pelo seu partido.

Jornal Ipanema – Qual o principal problema de Sorocaba e de que forma ele pode ser resolvido?

Renato Amary – A maior parte dos problemas de Sorocaba está diretamente relacionada à falta de planejamento e de gestão do poder público nos últimos anos. A saúde sofreu um desmanche, tivemos a pior epidemia de dengue da história com mais de 60 mil ocorrências e dezenas de mortes. Faltam médicos, equipamentos e medicamentos nas unidades de saúde. Programas como o Médico da Família, com o atendimento aos acamados, essenciais para muitos pacientes, foram abandonados. A educação encontra-se em colapso. Empresas estão deixando o município levando milhares de sorocabanos ao desemprego; há um severo déficit habitacional e os índices de criminalidade aumentaram muito. A resolução dessa situação de caos social passa por uma administração comprometida com o resgate da cidade e de seu povo.

* Para a composição dos perfis dos pré-candidatos, foi solicitado que as assessorias enviassem informações em até 10 linhas. Por opção, o pré-candidato Flávio Chaves utilizou um espaço menor.

Fonte: Jornal Ipanema

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