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Ao som das sirenes da viatura da ROMU da Guarda Civil Municipal, recepcionado pelo cão-terapeuta Todinho e pelos GCMs, o garoto Vinícius Teodoro de Moraes, de 11 anos de idade, morador de Votorantim, chegou na manhã desta quarta-feira (22), empolgado para conhecer o sistema de segurança da instituição, que é ligada à Prefeitura de Sorocaba.

O menino é portador de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença genética e degenerativa, e mesmo com todas as dificuldades não deixou de sonhar em um dia vestir uma farda e saudar os companheiros com a continência.

Vinícius entrou acompanhado pelo cão-terapeuta e o GCM Ponciano, cumprimentou a todos os presentes e foi levado para conhecer parte das instalações da instituição, como a central de monitoramento e a academia de formação de guardas. “Em primeiro lugar gostei mais dos guardas, depois o cão e a viatura”, disse o menino, que não escondia o sorriso no rosto.

Ao conhecer a história do garoto, os GCMs se comoveram e decidiram se organizar para proporcionar um momento de alegria ao garoto, que foi diagnosticado com a doença aos 8 anos de idade. A chefe de Relações Comunitárias da GCM, Simone Liuti, falou da importância de poder dar um pouco de alegria para Vinícius. “É nesses momentos que conseguimos ver a dimensão e a responsabilidade do trabalho da corporação, que vai além da segurança. São sonhos que não têm preço”, destacou.

Como surgiu a doença

De acordo com a avó, Sebastiana Cândido de Moraes, quando Vinícius tinha 4 anos de idade começou a ter dificuldades com a coordenação motora e a família achava estranho, pois ele não conseguia realizar atividades simples, como pular, por exemplo. Com o passar do tempo essas dificuldades começaram a aumentar “Ele começava a andar e sem motivo caia no chão, depois começou a ter dificuldades na escola, eu não conseguia entender o que estava acontecendo”, disse a avó.

A partir desse momento começou a luta para descobrir o que estava acontecendo com o Vinícius. Durante esse tempo foram idas e vindas a consultórios médicos, porém foi na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que obtiveram o diagnostico e a família foi informada que a doença não tem cura. “Para a medicina não tem cura, mas para Deus nada é impossível, não quero nem pensar no pior, eu tenho fé que ele será curado!”, afirmou a avó emocionada.

Ela lembrou que a pior fase até agora foi quando ela teve que colocar o neto numa cadeira de rodas. “Ele falava chorando que não queria, mas por conta da minha idade, não tinha forças para carregar o Vinícius. Por isso ele teve que aprender a fazer o uso da cadeira de rodas” ressaltou. Ela cuida do garoto desde que ele tinha um ano de idade e hoje conta com a ajuda da neta Luana Elisa de Moraes, de 15 anos.

Sebastiana relatou que, mesmo diante de tantas dificuldades, seu neto nunca deixou de sonhar e sempre se identificou com a área de segurança. “Cada vez que o Vinícius vê uma viatura ou um profissional de segurança com a farda, seja guarda municipal, policial civil ou militar, os olhos dele brilham e todas as vezes fica emocionado”, contou a avó, que para realizar o sonho do neto entrou em contato com a corporação.

Conheça a doença

Distrofia Muscular de Duchenne costuma se manifestar na pessoa provocando redução da força muscular nos membros inferiores e, com o tempo, pode provocar complicações respiratórias e cardíacas. A doença é passada simultaneamente pelo pai ou pela mãe e um a cada três casos da doença ocorre em decorrência da genética.

A doença desenvolve somente em pessoas do sexo masculino. Filhos homens de uma mulher que tem a doença têm 50% de chance de desenvolvê-la, já o sexo feminino até pode ter o gene defeituoso, mas não apresenta sintomas, passam somente a ter a chance de ser portadora do gene. Conforme informações dos familiares do Vinícius Teodoro de Moraes, para comprovar a doença os pais do garoto tiveram que realizar exames e a doença foi diagnostica na mãe, que não apresentava sintomas.

Os primeiros sinais da Distrofia Muscular de Duchenne podem surgir quando a criança está aprendendo a andar, pois os sintomas começam nas pernas e na pelve e pode ocorrer em um grau menor em outras partes do corpo. Com o tempo, começam as quedas frequentes, dificuldade para levantar de uma posição deitada ou sentada, dificuldade com habilidades motoras, como correr, pular e saltar, a criança passa a andar cambaleando, além de ter dificuldades de aprendizagem.

Com o tempo podem surgir complicações, como cardiomiopatia, capacidade de mobilidade diminuída, insuficiência cardíaca, deformidades, insuficiência respiratória, capacidade de cuidar de si mesmo diminuída, pneumonia, entre outras infecções respiratórias.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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